01/04/2003
Grave e Urgente!
Recebido de Thiago Moreira de Souza

Niterói, 30 de março de 2003

Prezado amigo ou amiga,

meu nome é Thiago Moreira de Souza, completei 18 anos no último dia 12 de novembro, resido na cidade de Niterói - no estado do Rio de Janeiro - sou estudante, e trabalho em conjunto com os meus pais.
Peço... ou melhor, eu lhe imploro que faça a enorme gentileza de ler até o fim esta carta. A história que vou apresentar revela como é possível para uma Empresa de telefonia destruir a vida de uma família inteira, com um simples gesto de irresponsabilidade ou incompetência.  Tentou fazer isto com a minha, e conseguiu.  Também pode um dia desses tentar o mesmo contra a sua. Por favor, leia a nossa história e fique em alerta.
Eu, meu pai, minha mãe e meus irmãos (tenho dois irmãos), vivemos há dois anos de um pequeno negócio. Antes tínhamos uma loja de artigos de papelaria e presentes. Meus pais não agüentaram e, como tantos pequenos comerciantes, acabaram vendo-se obrigados a fechar as portas. Restou pouco dinheiro, mas, com o pouco que ainda tínhamos iniciamos aquilo que era ou ainda é, o nosso pequeno negócio informal. Um serviço caseiro de transmissão de telemensagens. Trata-se de um negócio muito simples e modesto, mas que vinha nos garantindo o dinheiro necessário para pagarmos as contas da casa (mesmo, às vezes, tendo que atrasar um pouco o pagamento de uma ou de outra conta), e também para termos sempre uma boa refeição sobre a mesa. Meus pais sofrem de diabetes e pressão alta, além de outros problemas de saúde. Meu pai é radialista (locutor), minha mãe professora. Decidiram-se por este trabalho (a telemensagem) que fazemos em casa mesmo, porque ele, hoje, com 45 anos e ela com 40,  tiveram muit
a d
Assim fica a pergunta: quem daria emprego a pessoas com dificuldades assim?  E ainda mais depois dos quarenta anos. Mas conseguíamos nos sair bem contando apenas com os resultados de nossa Telemensagem.
Escolhemos e estávamos felizes com a telemensagem que, como já disse, ia nos sustentando desde o ano de 2000. O único problema que sempre tivemos era por causa do telefone. Aqui no Rio de Janeiro a empresa de telefonia é um desastre. Campeã de reclamações no Procon (caso tenha tempo e curiosidade veja o endereço: www.consumidor.rj.gov.br , no item "As Dez Mais Reclamadas") e altere a primeira data que aparece para 01.01.2002. Talvez seja como a empresa de telefonia do seu estado. Se for, vai ficar muito mais fácil para que compreenda o que vou contar agora. Se não for,  peço que acredite no que irá ler. Temos como comprovar tudo o que estou escrevendo aqui.
No último dia 4 de julho meu pai telefonou para o número de atendimento desta empresa para pedir o conserto de um antigo defeito na linha utilizada por nossa telemensagem. O número do telefone da telemensagem é 2611-7333, que também é o nome da nossa telemensagem: "Telemensagem 2611-7333".  O defeito não nos impedia de trabalhar, mas nos fazia, certamente, perder muitos clientes. Acontecia que, se o telefone estivesse sendo utilizado  (não sempre, mas, muitas vezes), em vez de dar sinal de ocupado para uma outra pessoa que nos telefonasse, entrava uma mensagem gravada da empresa de telefonia dizendo o seguinte: "Este telefone não está recebendo chamadas. O reparo já está sendo providenciado." Isso, naturalmente, dava a impressão a quem estivesse tentando falar conosco, que o telefone estava com um defeito e que, talvez, não voltasse logo a funcionar. Presumíamos que as pessoas que ouviam tal mensagem desistiam de ligar para o nosso número, pelo menos naquele dia e, obviamente, iria
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Naquele mencionado 4 de julho, depois de muitas tentativas para pedir um conserto para o telefone (meu pai teve que tentar por, mais ou menos, duas horas), ao ser atendido por várias pessoas acabou falando com um homem que o tratou muito mal.  O atendente era debochado, arrogante, abusado, agressivo etc. Meu pai é muito calmo e tolerante, mas, depois de muito agüentar, perdeu o controle e a esportiva com o sujeito e, reclamou em tom de voz alterado. O telefonista não perdeu tempo e, autoritariamente, ameaçou meu pai de cancelar o pedido de conserto que ele já estava tentando fazer - com disse - há cerca de duas horas. Meu pai se aborreceu e acabou mandando o homem para um lugar daqueles que ninguém quer ir espontaneamente, e, muito nervoso, desligou o telefone. Desistiu de pedir aquele conserto.
Depois contou o caso com detalhes, a algumas pessoas conhecidas e todas disseram que teriam feito a mesma coisa que o meu pai fez. O defeito de que o meu pai estava reclamando era simples e o telefone (mesmo com aquele defeito) funcionava, ainda que de modo insatisfatório. Depois desse desentendimento com o atendente, o telefone parou de funcionar de vez. O telefone parou de dar linha, passou a dar sinal de ocupado quando se tirava o fone do gancho.
Minha mãe ligou outra vez para pedir o conserto e explicou que nós dependíamos daquela linha para trabalhar. A moça que lhe atendeu disse que aquele telefone não poderia mais ser consertado porque estava com um "pedido de retirada definitiva" de nossa casa. Minha mãe ficou desesperada e já chorando muito, perguntou a moça que lhe atendia, quem teria feito tão absurda solicitação. A telefonista disse que o pedido tinha sido feito por minha mãe que é a proprietária da linha. Isto era impossível! Minha mãe jamais faria isto. Negou ter feito. Mas a atendente garantiu que ela fez sim, e que o telefone já estava sendo retirado de nossa casa, que era só questão de horas. Minha mãe implorou que não retirassem o nosso telefone, explicou que aquele telefone  era o nosso ganha-pão. Não adiantou nada. A moça do serviço 104 teimava que a minha mãe tinha feito aquele pedido de retirada e que agora não tinha mais jeito. A moça deu até o número do pedido que afirmava ter sido feito por minha mãe,
e d
Na hora que recebeu esta notícia, a pressão de minha mãe subiu a 22. Isso nunca aconteceu antes, mesmo ela tendo pressão alta nunca passou de 17. Daquele dia em diante todos nós choramos muito. Acabou o trabalho, e logo depois acabou o dinheiro. Chegamos a passar necessidades. Minha mãe depende de insulina. Não pudemos comprar. Meus pais começaram a vender os objetos de casa para uma dessas lojas que compram coisas usadas ("quebra-galho"). Eles pagam muito pouco (temos as notas fiscais de algumas destas vendas). Só não passamos fome porque Deus não permitiu. Vi, pela primeira vez em 17 anos, o meu pai chorar como uma criança pequena. Passamos por muita dor e enormes humilhações.
Meu pai lutou muito e depois de duas semanas, o telefone que a aquela empresa dizia que era impossível recuperar, foi religado. Telefonaram para o meu pai e disseram que o telefone tinha sido retirado "indevidamente" e pediram desculpas apenas. Tudo isto que estou contando posso mostrar: depois que o meu pai percebeu que, talvez (???), o telefone tenha sido retirado por maldade, ele passou a gravar, aproveitando as facilidades dos aparelhos da telemensagem, todas as conversas que tinha com os representantes daquela empresa. Não contamos o tempo, mas ele utilizou perto de 50 fitas cassete para realizar estas gravações.
A história é muito mais longa e rica em injustiças, mas tentei resumi-la bastante, para que esta carta não ficasse muito cansativa e para que não lhe tomasse muito mais tempo.
Depois da volta do telefone no dia 19 de julho, os clientes de telemensagens que nós tínhamos desapareceram. Existe muita concorrência. (e existem outras explicações para isto, mas explicações muito detalhadas destes pontos só serviriam para aumentar o tamanho desta carta). Eram, 10, 15, e às vezes, até 20 telefonemas por dia. Nunca menos do que dez. Voltamos a distribuir panfletos, meu irmão telefonou para muitos dos antigos clientes, fizemos o que estava ao nosso alcance, mas o primeiro telefonema de uma cliente aconteceu somente no dia 27 de julho, oito dias depois do religação do telefone. E de lá para cá, por mais que se faça esforço, não passamos de dois ou três telefonemas por dia e, às vezes, nenhum.
Tínhamos um carro Corsa. Estava em mau estado. Meus pais, finalmente, se viram obrigados a vender, às pressas, o carro no final do mês de agosto por um valor muitíssimo menor do que o valor real do mercado. E foi com o dinheiro do carro que nos alimentamos, pagamos as contas, e sobrevivemos até pouco tempo atrás. Só que o dinheiro do carro acabou. Não sabemos como poderá ser daqui para frente. Temos a nossa casa. É uma boa casa que conseguimos comprar em 97. Era o sonho de nossas vidas. Será que agora teremos que vendê-la também, por causa da ruindade que fizeram conosco? Pode parecer exagero mas quem já teve experiência semelhante a que estamos tendo sabe que as coisas acontecem como um desmoronamento. È como se fossem aquelas peças de dominó que vão derrubando umas as outras até caírem todas.
Meu pai escreveu uma carta para o presidente da empresa de telefonia contando tudo e pedindo a ele que olhasse para o caso e fizesse uma reparação de modo amigável e humano, sem a necessidade de advogados, já que aquela empresa admitiu que o telefone foi retirado de nós "indevidamente" , como disse a moça de lá, que telefonou no dia 19 de julho.  Até hoje não recebemos nenhuma resposta para o pedido que o meu pai fez. É claro que meus pais vão entrar na Justiça para pedir uma indenização. O advogado disse que nós vamos ganhar, mas que isso vai demorar muito. Disse que pode levar anos. Muitos anos, e isto, nós não podemos esperar.
Meu pai não dorme mais. Passou a tomar calmante. Ele nunca tinha tomado calmantes em toda a vida. Depois da volta do telefone o meu pai adoeceu e ficou cinco dias de cama como um paralítico. Era a mente agindo através do diabetes, acredito. A minha mãe está muito nervosa, chora o tempo todo. Desenvolveu e tem passado por diversos problemas de saúde. E passou a sofrer de pânico. Esta tomando remédios, mas não tem melhorado muito. Não consegue controlar as taxas da diabetes e só agora conseguiu melhorar a pressão. Para controlar a pressão precisou passar por dois endocrinologistas (médico do diabete) e dois cardiologistas, o segundo acertou, mas às custas de 125mg (5 comprimidos) de Capoten, 25mg de Diazepan (5 comprimidos) e 10 mg de Pressat (2 comprimidos). Isto, quem conhece estes remédios, sabe o que significa.
Já esteve em outros médicos, entre eles o nefrologista (rins) está com acentuada perda de proteínas através da urina.  Agora irá também a um psiquiatra, por causa do nervosismo e do medo.
Todos aqui em casa temos nos sentido muito nervosos e amedrontados, mas estamos procurando, incansavelmente, a melhor saída.
Assim é que uma Empresa desumana como aqual a que mencionei consegue destruir a vida de uma família inteira. Ou, pelo menos, tenta. Mas aqui não irá conseguir. Nós vamos nos levantar e, como meu pai costuma dizer sacudir a poeira e dar a volta por cima.
O meu pai e a minha mãe sempre nos ensinaram a ter Fé em Deus, e também nos homens. O meu pai sempre foi muito otimista e nos ensinou a nunca perder a esperança. Nos ensinou a acreditar sempre no amanhã. Ele diz sempre: amanhã é um novo dia que pode trazer muitas surpresas boas.  Mas ele também é humano e agora, há dias em que passa muito tempo mudo, não tem dito tanto essas coisas. Parece que perdeu - não a Fé - mas, o otimismo, a alegria de viver e, principalmente, a esperança.  Parece que envelheceu muitos anos em três meses. Afinal de contas é humano. Está muito deprimido e, mesmo tentando, como sinto que, às vezes, faz, não consegue disfarçar muito bem, o seu constrangimento e tristeza. A única coisa positiva e firme que ele diz todos os dias é que podem tirar tudo dele, menos a Fé que tem em Deus. No fundo ele sabe que tudo vai voltar a ser como era antes. Ele só não sabe como nem quando. Nenhum de nós sabe e, também, não sabemos o que fazer.
Há algum tempo meu pai e minha mãe passavam as horas livres ou a noite catando endereços de e-mail na Internet. Eles queriam fazer um site com mensagens de otimismo, orações, poesias, e outros textos, e colecionavam estes endereços para, no futuro quando o site deles estivesse pronto, divulgá-lo através destes endereços de e-mail. O meu pai gosta muito de ler e deseja que outras pessoas também desenvolvam este hábito e, no site que pretendia criar, pensava em colocar em destaque a Declaração Universal dos Direitos do Homem, da ONU, que guarda em um arquivo que deixa em sua área de trabalho. Hoje ele nem fala mais na idéia do site. Eu li o texto da "Declaração" e retirei dele este trecho, que achei muito oportuno:

Artigo XXV

1. Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.

Esta carta não é uma denúncia, é um desabafo e um apelo.  A idéia de escrevê-la foi minha, os meus pais, no início, desaprovaram. Fizemos uma votação e os filhos ganharam. Foram 3 votos contra 2.  E o meu pai diz sempre que, pelo menos do portão de nossa casa para dentro, temos que viver em uma democracia.
Assim mesmo, o meu pai e a minha mãe não acreditavam que o que estou fazendo viesse a dar certo. Eu, o meu irmão Diego, que tem 19 anos e, que agora está começando a trabalhar fora (antes ajudava também na telemensagem), e a minha irmã Diana que tem 11 anos, acreditamos. O meu pai me autorizou a usar aqueles endereços de e-mail que ele e minha mãe conseguiram na Internet, e que estavam guardados para enviar uma mensagem quando o site deles estivesse pronto, convidando às pessoas para visitarem o site que pretendiam preparar. Além daqueles endereços procurei outros e, certamente, entre estes ou aqueles, encontramos o seu.  Minha mãe olhou esta carta, me corrigiu em algumas coisas, mas não acrescentou qualquer palavra. Meu pai tinha conhecimento total de seu conteúdo, mas antes que iniciasse o envio, preferiu não ler. Então tudo o que está escrito aqui são palavras minhas. Entretanto, quatro dias depois, de tê-la enviado pela primeira vez, começaram a chegar algumas respostas, foi qu
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Agora o meu apelo e também de meus irmãos em nome de toda a minha família: nós imploramos que você que está recebendo este e-mail nos ajude, se puder, a reconstruir a nossa telemensagem e a nossa casa. Não temos mais nada para vender. Só não vendemos a geladeira porque é necessária para guardar a insulina, porque, além da insulina, normalmente, só temos guardado nela garrafas de água. Também não vendemos fogão, mesa, camas e outras coisas assim. Não vendemos também o computador porque é nele que ficam guardadas as coisas da telemensagem, além de nos dar ainda, alguma perspectiva de trabalho. Acreditamos na solidariedade das pessoas, na bondade, no amor ao próximo que muitos ainda conservam, e por isso, e se Deus quiser, iremos, com o nosso esforço e com a ajuda que vier, recuperar a nossa telemensagem. Ou continuar com ela como está, mas descobrir e iniciar uma outra atividade que nos possibilite continuar sobrevivendo.
Acreditamos em milagres. Todos nós acreditamos nos milagres de Deus. Estamos, neste momento, a espera de um milagre e temos certeza absoluta de que ele já está sendo preparado. Ou melhor, o Nosso Milagre já está em andamento!
Meu pai disse noutro dia que ele crê que Deus, em algumas vezes, utiliza os homens e mulheres como instrumento para a realização de alguns de Seus milagres. É claro que Deus não precisa disso, Ele pode muito bem fazer tudo sozinho. Mas acontece que fazendo desse jeito Ele aproveita para ir treinando as pessoas para serem mais humanas, bondosas, e solidárias. E também acreditando nisso, penso que, você, (o senhor ou a senhora) esteja agora, talvez, diante de uma excelente oportunidade para servir a Deus como instrumento para um de Seus grandes Milagres. Quem sabe?

MATEUS (25, 34-40)

Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes;
estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me.
Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? Ou com sede, e te demos de beber?
Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? Ou nu, e te vestimos?
Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te?
E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes.

Assim, se você puder, por favor, nos ajude. Envie-nos qualquer valor, desde que não lhe sacrifique, aquilo que não lhe faça falta. Podem ser até R$ 1,00, que juntaremos a outros, para que minha família possa reunir os meios para recomeçar. É esmola mesmo o que estamos pedindo. Mas prometo que não faremos disto - seja qual for o resultado - um meio de vida, uma profissão. Prometemos também que qualquer ajuda que viermos a receber em dinheiro por causa desta carta, será tratada com imenso respeito porque sabemos que é fruto de seu trabalho e de sua boa fé. E também porque sabemos que os olhos de Deus estão em toda parte e não dormem, e tememos, sincera e imensamente, a Ele.  E como retribuição pedimos a Deus que lhe devolva o que fizer por nós, muitas vezes multiplicado, em forma de saúde, felicidade, paz, prosperidade, e de tudo o mais quanto necessitar.
"(...)Vc não está pedindo esmolas ... está pedindo por socorro...(...)"
(fragmento de uma das respostas que já recebi para esta carta - Sra. B - em 26.11.02)

Caso duvidem do que eu acabei de contar, já que vivemos num mundo totalmente dominado pela desonestidade, podem telefonar e falar com o meu pai ou minha mãe. Eles sabem que estou enviando esta carta. Tudo que eu contei nós temos como comprovar. Isto não é um golpe para conseguir dinheiro fácil. Se fosse não nos exporíamos tanto. Abaixo estão os meus dados e de meus pais. Mas, se ainda assim duvidar, poderá investigar a nossa vida. Estamos pedindo que nos ajudem porque estamos vendo a hora em que o coração de meu pai não vai agüentar mais tanta agonia, preocupação, e vergonha e vai acabar explodindo. E se isto acontecer a minha mãe também vai morrer e nós vamos ficar sozinhos. Não queremos, não podemos, e não estamos preparados para isto. O meu pai não reclama da vida, tenta parecer otimista, procura esconder como pode a aflição que está sentindo, mas mal consegue. Passa a noite inteira acordado no quintal olhando o tempo todo para o céu como se não parasse de rezar. De dia também n
ão

"NÃO HÁ SALVAÇÃO SEM CRUZ."
Devemos agarrar nossa cruz e percorrer o caminho de Jesus.
Nossa fé é testada na dificuldade. Não tenhamos medo e sim, demos graça por termos essa cruz pequena comparada a de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Eu sei, perfeitamente, que em comparação com as dificuldades e sofrimentos de tantas outras pessoas pelo Brasil e pelo mundo afora, a nossa história, a nossa cruz, é até leve demais. Mas é a nossa cruz e neste momento temos que descobrir o melhor jeito para carregá-la. Se eu pudesse escolher iria preferir estar recebendo este e-mail e ajudando a quem me enviou do modo que pudesse, do que estar tendo agora que ser eu a enviá-lo.  É o mesmo que compararmos a situação do povo de Serra Leoa, na África, com a situação de nossos vizinhos argentinos. É claro que em Serra Leoa a situação é muito pior.  É o país mais pobre do mundo! Mas, mesmo tendo consciência e se preocupando com os mais pobres, o povo argentino tem agora que lutar primeiro pela recuperação de seu país, para, se Deus quiser, no futuro, ter condições de poder também ajudar, lutar e trabalhar pelos outros que também sofrem.
Meu pai certa vez, conversando comigo e meus irmãos à mesa, disse que quando alguém pede alguma coisa "pelo Amor de Deus", não devemos nunca recolher a nossa mão. Porque o Amor de Deus é a coisa melhor e maior que existe no mundo. E eu peço a todos que lerem este e-mail que, PELO AMOR DE DEUS, nos ajudem do modo que o vosso coração indicar.
Caso alguém que esteja recebendo esta correspondência não possa nos ajudar com qualquer quantia (como disse não importa o valor), mas assim mesmo, confiando em tudo o que acabo de relatar, deseje ajudar de algum outro modo, por favor, envie esta mensagem para os conhecidos e amigos. Isto representa uma enorme  ajuda.
O Nome do meu pai é Tadeu  e o da minha mãe Maria José. Caso queiram falar com eles podem telefonar para o número (21) 2611-7333. Se resolver nos ajudar pode fazer isto depositando o que puder, na conta de poupança de minha mãe.

"(...)Vou fazer minha parte "acreditando" em tudo o que vc coloca neste texto. Não me preocupo em relação à veracidade de suas colocações, mesmo porque, se essa não for a realidade, ela se tornará uma pendência "sua", e não minha.(...)"
(trecho de uma das respostas que já recebi para esta carta - Sra. D. - PR -em 28.11.02)
*   *   *

*  *  *
"Um amigo é uma pessoa que entra, quando o mundo inteiro sai..."

Muito agradecido por ter lido esta minha carta até o fim e confiante em sua boa vontade e humanidade, peço a Deus que lhe toque o coração mostrando-lhe com clareza a melhor decisão a tomar quanto a este meu pedido, e me despeço com grande esperança, e carinho por todos que leram esta minha carta. E se nunca viermos a nos conhecer pessoalmente, assim mesmo com toda a certeza, permaneceremos unidos para sempre nesta nossa caminhada comum e eterna, por essa força extraordinária que rege todo o Universo a que chamamos Deus, a quem peço que nos abençoe, proteja e ilumine a todos, agora e sempre.

Um abraço muito forte e fraterno de seu amigo, irmão e companheiro de caminhada,

THIAGO MOREIRA DE SOUZA

EM TEMPO:

Gostaria muito de receber uma resposta sua.
Peço para que, caso este endereço de e-mail  não funcione quando desejar me responder, utilize o seguinte:

amigosmeus@cidadeinternet.com.br

Como disse no início desta carta, comecei a enviar este e-mail neste último mês de novembro e, gostaria que soubesse que já obtive respostas. A ajuda que recebemos veio na medida certa nas últimas duas semanas, comprei, por duas vezes, a insulina de minha mãe e um novo remédio que está tomando para a pressão. Os outros remédios conseguimos através de um posto de saúde.
Vinha tentado responder uma a uma com uma resposta diferente para cada pessoa, já que as perguntas que muitas vezes me fazem são diferentes. Entretanto, existem perguntas que se repetem e vou aproveitar para já responder a algumas delas logo adiante.
Caso você me envie um e-mail com uma mensagem, um comentário, ou sugestão, pode ter certeza absoluta de que irei ler e responder. Mas, se não estiver me fazendo qualquer pergunta para a qual não encontre resposta no que escrevi ou não tenha respondido abaixo, deixarei para lhe escrever em futuro próximo,  quando penso em mandar uma nova carta a todos que demonstraram interesse em nossa história. Esta nova carta será, não só para manifestar a nossa gratidão por tudo, mas também para dar notícias boas e definitivas sobre o nosso Milagre que - graças a Deus -  já está acontecendo. E este futuro, se Deus quiser, não está distante. Como disse, não vou fazer desta carta um meio de vida, um meio de obter um salário.  Ela só será utilizada para nos reerguermos e começarmos uma vida nova,   T R A B A L H A N D O.
Se, por acaso me enviar um e-mail com alguma pergunta nova, não estranhe se demorar um pouquinho para responder. Tenho que limitar o tempo que fico no computador porque preciso de algumas horas para estudar e para fazer os serviços da telemensagem, ou as outras coisas que meus pais me pedem que faça. Eles também temem por meus olhos, e estão, por isso, controlando o meu relacionamento com o computador. E, às vezes, o próprio computador e a Internet, também não ajudam.
Algumas pessoas me perguntam o que é que podem fazer para saber se o que estou contando em minha carta é verdade. Eu respondo temos como comprovar tudo o que contei conforme disse acima.  Explico também que somos pessoas tementes a Deus e uma família cujo alicerce é a Palavra de Deus escrita na Bíblia Sagrada, que tentamos interpretar não conforme as nossas conveniências, mas de acordo com nossas consciências.
Pedimos a Deus, antes de pedirmos às pessoas, que Ele nos socorra.  Assim, esperamos que Ele, por sua Divina Misericórdia, toque no coração daquelas pessoas que Ele entender que devem nos ajudar, de um modo que não tenham dúvida e sintam tranqüilidade e certeza no coração no momento em que tiverem que se decidir sobre o que fazer quanto ao meu pedido.  Assim, faça apenas o que o seu coração ditar. Ele, certamente, estará sendo tocado por Deus, conforme temos pedido a Ele em nossas orações.
Alguém perguntou se o que eu estava contando era verdade mesmo. Como responder a esta que, talvez, tenha sido a pergunta mais difícil?  Eu não disse mas pensei: será que a pessoa que está me fazendo esta pergunta está brincando? Será que se não fosse "verdade mesmo" o que estou contando, eu iria dizer para ela?

"(...)Já conversei com seus pais, não tenho a menor duvida quanto à veracidade de
sua historia. Assim sabendo da sua realidade enviei copias para muitos
amigos.
Enquanto o mundo esta repleto de jovens destruindo as suas famílias, existe
você procurando resolver problemas tão importantes para sua.
Você é para mim um exemplo, no qual estou me amparando para acreditar que
ainda poderemos ter um futuro melhor.(...)"
(trecho de uma das respostas que já recebi para esta carta - Sra. MH - Advogada. - RJ - em 26.11.02)

Outros me perguntam se sou dizimista. Meus pais são.
Uma senhora disse em sua resposta a minha carta que o que eu estava fazendo era span. Span são mensagens não solicitadas, de propaganda, ou com conteúdo agressivo, etc. Respondi a ela que não pretendia aborrecê-la. E lhe perguntei se, por uma infelicidade, ela ou alguém de sua família viesse a necessitar de um tipo raro de sangue, O-, por exemplo, como o é o sangue de minha avó, e eu enviasse e-mails pedindo o sangue para socorrer a quem quer que fosse, usando esta mesma lista que preparamos, ela também consideraria a minha carta como um span. Ela nunca me respondeu.
Acho que os grandes provedores combatem o que chamam de span porque quando se trata de carta comercial, faz concorrência com os anúncios deles. Por que não aconselham aos seus usuários que deletem apenas e bloqueiem endereços indesejáveis e denunciem sim, material de conteúdo claramente criminoso como a pornografia, pedofilia, etc?  Não seria isto também um jeitinho para se impor censura na comunicação pela Internet. É preciso se ter muito cuidado com aquilo que se escolhe para acreditar.
Existem ainda, pessoas que, depois de lerem todo o meu relato, nos dizem que devemos procurar o Procon, ou o Juizado de Pequenas Causas, etc. O meu pai já entregou o assunto a um bom advogado. Agora é só questão de se esperar. Mas só Deus sabe quanto tempo.
Desejo também registrar o e-mail que recebi de uma moça que me pedia desculpas porque, gostaria muito de nos ajudar mas que só poderia contribuir com 1 Real.  No mesmo dia, em algum lugar, encontrei esta frase que, entre outras palavras, enviei para aquela moça como resposta:  "CADA UM DOS FIOS QUE CONSTROEM A CORDA, É FRÁGIL, MAS JUNTOS SÃO CAPAZES DE PRENDER, FIRMEMENTE, UM IMENSO NAVIO AO CAIS."
É claro que, além das cartas cordiais e muito fraternas que recebo, também já vieram outras - muito poucas, felizmente - com conteúdo agressivo e manifestações de desconfiança e pouco caso.
Quanto à estas últimas resolvi aceitar o conselho que uma de nossas correspondentes deu, por telefone, ao meu pai: "devemos, embora tenhamos dois ouvidos, fazer de contas que um é surdo e que o outro é bom. O surdo dedicamos àquelas pessoas que nos querem agredir e ferir, o outro voltamos para tantas e tantas outras que desejam nos dedicar sua amizade e amor fraterno." Este foi o conselho de uma senhora evangélica que ouviu tais palavras, durante a pregação de um dos pastores de sua Igreja.
Uma outra coisa que também gostamos muito de aprender foi uma idéia de alguém que nos escreveu dizendo, entre outras palavras, as seguintes: "quando sofremos muito parece que aprendemos a falar muitos idiomas. Conseguimos entender muito melhor o que as outras pessoas dizem".
Não guardo no coração, nem sequer na memória, aquelas cartas que são preparadas na tentativa de nos constranger,  porque, quando percebo que seus autores só fazem isto por mera ignorância, as respondo (eu ou os meus pais), num esforço, apenas, de tentar desfazer possíveis equívocos, e depois as esqueço. Quanto às outras que são, notoriamente, maldosas, não deixo de lê-las, mas logo depois as apago de meu computador e ao mesmo tempo de minha mente.

"Finalmente, quero lhe pedir que não se chateie comigo se receber este e-mail mais de uma vez. Acontece que, como expliquei, existem pessoas que solidárias para conosco, se prontificam para fazer a gentileza, conforme eu próprio pedi, de repassarem esta minha mensagem para os seus amigos e conhecidos. Ou até mesmo porque, por um erro e sem querer, eu próprio o reenviei.  Por favor, se isto acontecer, me desculpe!"



MUITO OBRIGADO! E QUE DEUS NOS ABENÇOE A TODOS...
MATEUS [7]

1 NÃO JULGUEIS, PARA QUE NÃO SEJAIS JULGADOS.
2 PORQUE COM O JUÍZO COM QUE JULGAIS, SEREIS JULGADOS; E COM A MEDIDA COM QUE MEDIS VOS MEDIRÃO A VÓS.
QUE DEUS ABENÇOE A TI E A VOSSA FAMÍLIA, E QUE JAMAIS PERMITA QUE PASSEM PELA MILÉSIMA PARTE DO QUE ESTAMOS PASSANDO...