01/04/2003
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  SANEAMENTO BÁSICO E PAVIMENTAÇÃO PARA O BAIRRO PARQUE PAULISTA / DUQUE DE CAXIAS
Recebido de Luis Gonçalves Ferreira
 
Só haverá desenvolvimento urbano sustentável em um estado se houver
investimento em saneamento básico!
Com o saneamento básico o comércio cresce, as indústrias se instalam, então
começa a gerar renda na localidade, com renda a população começa a se
educar, ter mais saúde se informar, correr atrás dos seus direitos, cobrar
mais dos poderes executivo, legislativo e judiciário, mais educação, saúde,
emprego, segurança e mais igualdade na distribuição de renda.
Só assim teremos desenvolvimento.
 
Cerca de R$ 20 bilhões anuais sofrem cortes drásticos para saneamento básico
e saúde, enquanto aumentaram os recursos para prestação e pagamento de
serviços hospitalares.
Segundo dados, o orçamento federal sofreu corte de R$1,2 bilhões no
saneamento básico.
A importância do investimento em sistemas de coleta, tratamento e disposição
do esgoto sanitário não deixam qualquer dúvida, para a melhoria da qualidade
de vida da população brasileira.
Ao concluir o cidadão mais atento se dará conta de que pelo menos mais uma
criança terá morrido no Brasil em decorrência de doenças relacionadas à
ausência de saneamento básico, e a falta de sistemas de esgoto sanitário.
 
A situação do esgotamento sanitário no Brasil na virada do século 21 se
assemelhava a uma vala negra. No ano 2000, 75,6% do esgoto escoava
diretamente das casas para rios e mares, sem receber nenhum tipo de
tratamento prévio. É esgoto puro, in natura. Entretanto as condições de
insalubridade do sistema nacional, infelizmente, não se resumem a isso.
Quase a metade dos municípios e 67% dos domicílios de brasileiros não
dispunham de rede para coletar seus dejetos, que acabam em fossas, sépticas
ou rudimentares. Apenas 20% das cidades brasileiras coletam e tratam de
alguma forma o esgoto.
 
Os números do descaso
Saneamento precário provoca morte e internação
·  Entre 1995 e 1997, 350 mil crianças com menos de 5 anos morreram de
doenças relacionadas à falta de saneamento
·  Pelo mesmo motivo, a rede pública teve 2 milhões de internações no
período
·  10% dos lares não têm instalações sanitárias
·  A falta de saneamento causa 80% das doenças no Brasil
 

· 1,8 bilhão não têm acesso a sanitários e esgoto;
 
· 8 milhões de crianças morrem anualmente em decorrência de enfermidades
relacionadas à falta de saneamento.
 
· 65% das internações hospitalares de crianças  menores de 10 anos estão
associadas à falta
  de saneamento básico (BNDES, 1998);
 
· A falta de saneamento básico é a principal  responsável pela morte por
diarréia de  menores de 5 anos no Brasil (Jornal Folha  de São Paulo - FSP,
17/dez/99);
 
· Em 1998, morreram 29 pessoas por dia no  Brasil de doenças decorrentes de
falta de água encanada,
  esgoto e coleta de lixo, segundo cálculos da FUNASA  realizados a pedido
do Jornal Folha de SãoPaulo (FSP, 16/jul/00);
 
· A eficácia dos programas federais de combate  à mortalidade infantil
esbarra na falta de
  saneamento básico (FSP, 17/dez/99)
 
· Os índices de mortalidade infantil em geral caem 21%  quando são feitos
investimentos em saneamento
  básico (FSP, 17/dez/99);
 
· As doenças decorrentes da falta de saneamento básico mataram,  em 1998,
mais gente do que a AIDS (FSP, 16/jul/00);
 
· A utilização do soro caseiro, uma das  principais armas para evitar a
diarréia,  só faz o efeito desejado se a água  utilizada no preparo for
limpa (FSP,17/dez/99).
 

Falta de saneamento mata 342 mil crianças no Brasil em dois anos  (zero hora
06/12/2000)
 
Engenheiro da OPS observou que as mortes do gênero no mundo somam, a cada
ano  3 milhões  como se aniquilassem população equivalente à do Uruguai
· 2 milhões de internações hospitalares foram causadas por água de má
qualidade ou contato com esgoto entre 1995 e 1997
· R$ 300 milhões por ano eram gastos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no
tratamento de doenças causadas pela falta de saneamento
· Em 1999, o índice de mortalidade infantil era de 33,5 crianças para cada
grupo de mil nascimentos
· 3 milhões de lares não têm banheiro
Dos 5,7 mil municípios brasileiros, 3,8 mil são atendidos por companhias
estaduais de saneamento. Outros 1.671 municípios têm serviços autônomos
Alguns vermes protozoários Giárdia lamblia, Entamoeba histolytica,
Balantidium coli
A questão não é só falta de recursos: a questão é falta de prioridade. É
falta de priorização do que é fundamental, do que é básico, que é o
saneamento.
doenças causadas pela falta de saneamento básico
Existem mais de 100 doenças, entre as quais cólera, amebíase, vários tipos
de diarréia, peste bubônica, lepra, meningite, pólio, herpes, sarampo,
hepatite, febre amarela, gripe, malária, leptospirose, Ebola, etc.
     Atenciosamente: Luis Gonçalves Ferreira  - luadry@ig.com.br