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Diante de tantas denúncias que hoje assombram
o Governo Ricardo Queiroz, fui fazer uma pesquisa e podemos estar
errados em ficarmos tão ligados num pequeninos erros que possam
estar acontecendo na administração Ricardo Queiroz, vocês devem
estar pensando que o pessoal do "Comunidades em Ação"
ficou doido, não ? Calma, calma que vou explicar e refrescar a memória
de vocês.
Entre o fim de 1987 e o segundo semestre
de 1989, em pleno governo de José Sarney, quando a inflação corria
solta e a diferença entre o dólar paralelo era de mais de 100%,
um grupo esperto no Rio de Janeiro montou um esquema de importações
fictícias com o qual comprava a moeda americana no câmbio oficial,
a pretexto de pagar as importações que não existiam, e depois a
vendia no paralelo. O rombo, na época, foi calculado em 550 milhões
de dólares. Mais de 90% destas operações passaram pela Corretora
Interunion, de propiedade de Artur Falk só que ele, espertamente,
passou a colaborar com a Polícia Federal e acabou sendo poupado
pelo delegado Edson Antônio de Oliveira.
A Procuradoria da República, porém, o
denunciou junto com outras 15 pessoas.Seu processo até hoje ainda
não foi julgado na Primeira Instância.Um dos acusados, o empresário
Sérgio de Paulo Pacheco, ganhou uma pena de 28 anos de cadeia, em
uma sentença assinada pelo juiz federal Guilherme Calmon em maio
de 1996. Mas ele ficou pouquíssimo tempo preso preventivamente,
ganhando a liberdade por meio de habeas corpus. Ele ainda recorre
da decisão, e, liberdade. Ou seja, o caso continua sem punição.
Naji Nahas - Em junho de 1989, a empresa Selecta Comércio e Indústria, do
megaespeculador Naji Nahas, emitiu um cheque sem fundo de 38 milhões
de cruzados, para pagar ações compradas na Bolsa de Valores do Rio.
Com isso, Nahas quebrou a Bolsa e abalou o mercado. Em outubro de
1997, Nahas foi condenado pelo juiz Guilherme Calmon a 24 anos e
oito meses de prisão. Fora alguns pequenos períodos em que passou
atrás das grades, ele nunca cumpriu pena integralmente, mesmo assim,
a sentença foi anulada e voltou a zero, com risco de prescrever.
Carioquinhas - Ficou conhecida como "escândalo das carioquinhas"
uma fraude cometida durante a segunda gestão de Marcelo Alencar
na Prefeitura do Rio de Janeiro (1988/1992), quando a Prefeitura
do simulava operações no mercado financeiro com seus títulos
que acabavam gerando prejuízos aos cofres públicos e lucro para
o aplicador, normalmente uma entidade filantrópica - a mais famosas
delas, na época, foi a Xapuri - que não recolhia imposto de renda
. Parte do lucro obtido na operação diária com a compra e venda
de títulos foi transferida para o exterior através de banco localizados
em Foz do Iguaçu (PR) e Corumbá (MT).
A Procuradoria da República estimou em
aproximadamente 65 milhões de dólares o dinheiro desviado para o
exterior. Até hoje ninguém foi punido e Marcello Alencar até chegou
a governar o Rio de Janeiro com ajuda de seu filho Marco Aurélio,
que tinha sido denunciado criminalmente pelo caso .
CC5 - As contas CC5 foram abertas para que empresas multinacionais
ou estrangeiras morando no País pudessem remeter dinheiro para o
exterior. Elas acabaram sendo um escoadouro de dólares obtidos de
forma limpa e de forma suja. Um levantamento feito pelo procurador
da República Celso Três demonstrou que, entre janeiro de 1992 e
dezembro de 1998, através das CC5 foram para bancos no exterior
nada menos do que 124 bilhões de dólares. Na contabilidade dele,
não foram computadas as remessas inferiores a 150 mil dólares.
Para Três, "metade deste valor deve estar
irregular". Foi através deste artifício das CC5, por exemplo, que
o Banestado, do Paraná, lavou 12 bilhões de dólares obtidos irregularmente
enviando para bancos no exterior. No meio desta dinheirama toda,
tinha grana até em nome do presidente do PFL, Jorge Bornhause.
Há casos gritantes, como uma cadeia de
lojas comerciais do Rio Grande do Sul que remeteu 17 milhões de
dólares para as Ilhas Cayman, através do Banco Font Cidam, O pequeno
Banco Araucária, um banco praticamente sem ativos, que tinha apenas
três agências - em Curitiba, e nas fronteira brasileira de Foz do
Iguaçu (PR) e livramento (RS) - remeteu 2,3 bilhões de dólares,
muito menos do que os ativos que dispunha .
PC Farias, Collor&
CIA - O propinoduto criado pela equipe
do ex-presidente Fernando Collor e seu fiel tesoureiro Paulo César
Farias, segundo estimativas feitas na época, surrupiaram do erário
público ou através de venda de favores, aproximadamente um bilhão
de dólares, muitos dos quais foram desviados para contas bancárias
não apenas na Suíça, mas também nos EUA .
Somente em duas contas CC5 abertas em
nome de Luiz Felipe Ricca, um argentino que participava do "esquema
PC" e que, na época, também recebia dinheiro da Máfia Italiana,
foram movimentados 500 milhões de dólares. Parte deste dinheiro,
como o próprio Ricca depois admitiu em depoimento na Argentina,
serviu para "comprar" deputados que votaram contra o impeachment
do presidente .
Banco Nacional - No escândalo do Banco Nacional, que acabou fechado depois de
fraudar seus balanços, nada menos do que seis bilhões de dólares
foram remetidos para o exterior, entre 1990 e 1995, através de operações
das famigeradas contas CC5. Eram operações feitas pelo Interbank,
um banco paraguaio, de propriedade do Banco Nacional, que funcionava
dentro do Brasil sem autorização ou fiscalização do Banco Central
.
Fraudes no INSS
- Uma quadrilha composta
de advogados, juizes e procuradores do INSS deu um banho no
instituto de previdência, entre 1988 e 1989, de R$600 milhões, com
a invenção de indenizações milionárias atrasadas.
Uma quadrilha formada por 19 pessoas
foi responsável pelo desvio de US$ 600 milhões da Previdência. Os
principais envolvidos no esquema eram os advogados Ilson Escóssia
da Veiga e Jorgina de Freitas, e o ex-juiz estadual Nestor José
do Nascimento. Parte deste dinheiro foi desviada para o exterior.
No caso de Escóssia, em cujas contas localizou-se cerca de 15 milhões
de dólares, saiu utilizando um outro esquema de fraude com o banco
paraguaio Interbank, que funcionava dentro do Banco Nacional, através
de contas CC5. Também Jorgina mandou dinheiro para paraísos fiscais
como o Panamá e as Ilhas Virgens Britânicas. O juiz, por sua vez
preferiu mandar seu quinhão para a Suíça, cujas autoridades repatriaram
para o Brasil quatro milhões de dólares. Os responsáveis cumprem
pena de cadeia até hoje, mas grande parte do dinheiro não foi recuperada
.
Precatórios - Entre 1995 e 1996 os então governadores Paulo Afonso Vieira,
de Santa Catarina, Divaldo Suruagy,de Alagoas, Miquel Arraes, de
Pernambuco e o Prefeito Paulo Maluf, de São Paulo, com a colaboração
de seu secretário de Fazenda Celso Pitta, emitiram irregularmente
uma quantidade bem superior de precatórios ao necessário para o
pagamento das dívidas judiciais de seus governos. Fizeram a farra.Conforme
a CPI dos Precatórios mostrou, em 1997. foram colocados na praça
títulos num valor total superior a R$ 4,5 bilhões. A conta, como
não poderia deixar de ser, foi parar nos cofres, nem perdeu mandato,
tampouco o dinheiro foi reposto .
Maluf - No ano passado as próprias autoridades do paraíso fiscal das
Ilhas Jersey alertaram as autoridades brasileiras da existência
de contas correntes movimentadas pela família do ex-prefeito paulista
Paulo Maluf, totalizando 200 milhões de dólares.Este dinheiro estava
em conta da agência Citibank da Suíça, aberta em julho de 1985,
em nome da Red Ruby Ltdª., empresa constituída em paraíso fiscal.
Em janeiro de 97, ele transferiu o dinheiro para agência do mesmo
banco em Jersey, onde acabou sendo descoberta. O Ministério Público
Federal suspeita que o escândalo dos precatório serviu para alimentar
tal conta. Maluf nunca foi preso .
Lalau,Luiz Estevão&CIA
- Um bem montado esquema permitiu que
R$169 milhões, destinado à construção do prédio do Tribunal Regional
do Trabalho em São Paulo, alimentaram contas do ex-senador Luiz
Estevão, do ex-presidente do TRT, Nicolau dos Santos Neto, e dos
empresários Fábio Monteiro de Barros Filho e José Eduardo Teixeira
Ferraz, sócio e administradores da construtora Incal, responsável
pela obra. Ficou tudo provado, inclusive o roteiro do dinheiro,
que saiu da Incal para contas de Luiz Estevão, viajou para os Estados
Unidos e foi parar na conta bancária de Nicolau na Suíça.
Informações do Departamento de Justiça
dos EUA mostraram que U$ 1milhão das contas de Luis Estevão no Delta
Bank, em Miami (EUA) foram para a conta de Nicolau, na Suíça .
O caso repercutiu e até teve um julgamento
rápido. Só que surpreendente. O juiz federal Casem Mazloum entendeu
que não houve corrupção, nem ativa ( por parte dos empresários e
do ex-senador) nem passiva (do lado do juiz Lalau).
Com isso, absolveu Estevão, Monteiro
de Barros e Teixeira Ferraz. Lalau foi condenado por lavagem de
dinheiro. Para o juiz, não houve peculato (desvio de dinheiro público)
porque a grana recebida por Nicolau foi repassada pela Incal, empresa
privada. Só faltou soltar Lalau .
Noroeste - Nelson Sakagushi, ex-diretor da área intenacional do Banco Noroeste,
foi indiciado pela Polícia Federal, em um inquerito que apura a
maior fraude do sistema financeiro nacional: um desfalque de US$
242 milhões no banco comprado em 1997 pelo Santander.
Cacciola - O rombo coberto pelo cofres públicos, em janeiro
de 1999, quando foi feita a desvalorização do Real, somou R$ 1 bilhão
550 milhões .
Foi o dinheiro que o Governo repassou
a dois bancos - Marka e Font Cidam - vendendo - lhe dólares a preço
mais barato. A maior parte deste dinheiro dinheiro foi para
o Banco Marka, de Salvatore Alberto Cacciola.Hoje, graças a um habeas
corpus do ministro Marco Aurélio Mello, ele vive em paz na sua Itália.
Já os investidores do Marka ...................
Esquema Sudam - Ninquém sabe dizer ainda quanto foi o rombo provocado nos cofres
públicos através do famoso escândalo da Sudam.Na Polícia Federal
foram abertos nada menos do que 197 inquéritos, cada um deles refere-se
ao pedido de financiamento de uma empresa.Ao todo, pelas estimativas
feitas e que ainda podem sofrer modificações, para estes financiamentos
pedidos teriam sido liberados - e sumido - nada menos do que R$2,1
bilhões. No caso mais famoso, o da Usimar, no Maranhão, que envolve
Jader Barbalho e Roseana Sarney, foram requisitados à Sudam R$690
milhões . Sendo que 20% desta verba acabou parando nas contas bancárias
do grupo do ex-senador Jarder Barbalho.
Ricardo Sérgio
- O ex-diretor internacional do Banco do Brasil que deixou suas
digitais nas privatizações do governo FHC e é acusado por Antonio
Carlos Magalhães de receber comissões do consórcio que administra
a Telemar eque foi arrecadador das campanhas eleitorais dos tucanos,
em especial de José Serra, funcionou como arrecadador, foi apontado
pela repórter Ana D"Angelo, d"O Estado de Minas, como o operador
de uma empresa com sede em paraíso fiscal.Mas documentos aos quais
a repórter teve acesso mostram que Ricardo Sérgio recebeu procuração
do colega para administrar a empresa, inclusive a eventual remessa
de dinheiro para o exterior. O ex-diretor do BB esta sendo invetigado
pelo Ministério Público Federal por corrupção no processo de privatização
das teles e enriquecimento ilícito, e pela Receita Federal por movimentar
valores superiores aos rendimentos declarados.
Henrique Alves - O deputado peemedebista potiguar perdeu a vaga de vice-presidente
do candidato José Serra depois que a revista ISTO É denunciou a
existência de contas em, no mínimo, três paraísos fiscais: Nassau,
nas Bahamas; Ilhas Jersey, no Canal da Mancha; e Genebra, na Suíça.
A movimentação é coodenada pelo banco
suíço Union Bacaire Privée (UBP). Além disso, Henrique Alves tem
ainda uma conta no Lloyds Bank, em Miami. Nada disso consta nas
últimas quatro declarações de renda do deputado.
Henriquinho, como é conhecido em Brasília,
omitiu do Fisco"diversas contas correntes bancárias existentes no
Exterior que possuem saldo superior a US$15 milhões
Neste universo de irregularidades como
todos podem ver, podemos estar sendo injusto com o Prefeito de Maricá,
porque as denúncias que estão sendo feitas a ele é
apenas uma gotícula neste oceano ...
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