ANTES
DO GALPÃO, PENSEMOS NO SAMBÃO
José de Souza Soares
Já estamos já no meio do ano e no começo da
fase de escolha dos sambas de enredo nas Escolas e Blocos, em
todas as cidades do país que promovem desfiles no período de carnaval.
Uma fase muito bonita, com excelentes competições, com os compositores
nas quadras, nos bares e em outros espaços afins, mostrando seus
trabalhos que desejam, que sejam escolhidos e se
tornem trilhas sonoras de suas agremiações. É de fato,
uma época muito produtiva, de lindas melodias e de sensíveis poesias.
Mas, já está se tornando rotina nessas cidades, as agremiações
registrarem seus sambas em CDs, para que fiquem como memória e
marca de seus enredos, bem como servindo de fonte de renda para
as mesmas.
Entretanto, cabe uma pergunta: as agremiações de Maricá
já têm algum projeto nesse sentido? E se não têm, por que ainda
não pensaram em tal? Pois é realmente gratificante e de um valor
enorme para a cultura local em todos os sentido, a divulgação
da nossa arte em outras cidades, e talvez até no exterior, colocando
assim o samba maricaense na mídia, o que não deixa de ser um grande
avanço para todos nós aqui da Santa terrinha.
Antes de se pensar em Galpão, é bom pensar em Sambão com
registro fonográfico, para que todos lá fora tomem conhecimento
do que é feito aqui em benefício da nossa arte popular. Não custa
nada pensar assim moçada boa do samba, pois os artistas de Maricá
têm talento e muito podem fazer pelo samba.