29/07/2002

  ANTES DO GALPÃO, PENSEMOS NO SAMBÃO

 

                                                                                                     José de Souza Soares 

 

                                               Já estamos já no meio do ano e no começo  da fase de escolha dos sambas de enredo nas Escolas e Blocos, em todas as cidades do país que promovem desfiles no período de carnaval. Uma fase muito bonita, com excelentes competições, com os compositores nas quadras, nos bares e em outros espaços afins, mostrando seus trabalhos que desejam, que sejam escolhidos e se  tornem trilhas sonoras de suas agremiações. É de fato, uma época muito produtiva, de lindas melodias e de sensíveis poesias.

                                               Mas, já está se tornando rotina nessas cidades, as agremiações registrarem seus sambas em CDs, para que fiquem como memória e marca de seus enredos, bem como servindo de fonte de renda para as mesmas.

                                               Entretanto, cabe uma pergunta: as agremiações de Maricá já têm algum projeto nesse sentido? E se não têm, por que ainda não pensaram em tal? Pois é realmente gratificante e de um valor enorme para a cultura local em todos os sentido, a divulgação da nossa arte em outras cidades, e talvez até no exterior, colocando assim o samba maricaense na mídia, o que não deixa de ser um grande avanço para todos nós aqui da Santa terrinha. 

                                               Antes de se pensar em Galpão, é bom pensar em Sambão com registro fonográfico, para que todos lá fora tomem conhecimento do que é feito aqui em benefício da nossa arte popular. Não custa nada pensar assim moçada boa do samba, pois os artistas de Maricá têm talento e muito podem fazer pelo samba.