28/10/2002
A HUMILDADE DIGNIFICA A DEMOCRACIA
Sempre deixei claro que dificilmente votaria em candidatos do PT.A democracia deve funcionar desta maneira ; cada um votar no partido ou candidato que escolher.Neste Domingo ocorreu o segundo turno da eleição para presidente.Não votei em nenhum candidato.As pesquisas apontavam para a vitoria do LULA mas, minha convicção não aceitava fazer voto útil.
Encerrada a apuração ( alias , uma demonstração para o mundo da competência do brasileiro.Acho que nem o Bill Gates pensou em criar um soft para eleição).Mas, como dizia , saiu o resultado e a votação do LULA entra para a historia como o candidato mais votado no planeta para presidente.E como fica a minha posição ( ou oposição)?
Dizia o Nelson Rodrigues que toda unanimidade e’ burra. Diz o ditado que a voz do povo e’ a voz de Deus.Ora , então , quem sou eu para questionar o resultado? Quem sou eu para desmerecer o carisma e a liderança do Lula?
O Lula disse em sua primeira entrevista que existe diferença entre companheiro e irmão( conceito inteligente) disse ele que nem todo irmão e’ companheiro mas, todo companheiro e’ irmão logo, não quero ter a pretensão de chama-lo de companheiro o que não impede minha mensagem;
-Prezado Presidente da Republica Federativa do Brasil , felicito-lhe pela marcante vitoria , curvo-me humildemente diante da sua determinação e da sua fidelidade aos princípios doutrinários que norteiam o Partido dos Trabalhadores. Quase a totalidade do nosso povo acreditou nos seus propósitos e no seu programa.Não decepcione a eles e , como Brasileiro que sou , desejo-lhe boa sorte . Eu fui dos poucos em que o medo ainda foi superior a esperanca , e tenho humildade suficiente para reconhecer publicamente e sem qualquer interesse.Vai fundo Lula e a estrela que sempre ostentou orgulhosamente no peito brilhara’ num tom mais esverdeado representando toda a esperanca de todo o nosso Brasil gerando uma expectativa e o sonho de dias melhores.Que Deus lhe ilumine.Voce mereceu chegar no mais alto patamar da nossa Pátria.
Enorê Rodrigues