O SEBRAE Cabo Frio, através da Agência de Desenvolvimento
Regional da Baixada Litorânea, promove coquetel na sua sede nesta
quarta (21), 19 horas, para a entrega de certificados aos membros
das associações de maricultura dos municípios da Região que participaram
do Curso de Capacitação em Maricultura.
O treinamento cujos assuntos foram subdividios em três módulos - "Organização
social", "Custo e produção" e "Comercialização" - aconteceu no período
de 20 à 29 de maio deste ano. Na oportunidade será apresentada uma
mostra de artesanato temático com elementos marinho.
SEBRAE APLICA CURSO DE CULTIVO DE COQUILLES EM BÚZIOS E ARRAIAL
Por intermédio da AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DA BAIXADA LITORÂNEA,
o SEBRAE/RJ vem oferecendo capacitação técnica e assessoria para implantação
de projetos de maricultura em toda a Região dos Lagos.
A semana está sendo marcada pelo curso de coquilles, ministrado por
Leonardo Zayas, especialista cubano técnico do IED-BIG – INSTITUTO
DE ECO DESENVOLVIMENTO DA BAÍA DA ILHA GRANDE. O treinamento envolve
50 participantes, mostrando a biologia em ambiente natural, métodos
de cultivo, lavricultura, crescimento, engorda, reprodução, manejo
e comercialização do coquiles.
Em Arraial do Cabo o curso iniciou nesta terça - e vai até sexta feira
- com aulas teóricas e práticas para os associados da AREMAC,
APAC e COMAP. Em Búzios, o curso começa no sábado e prossegue
até o dia 27, e o público é constituído por membros da colônia de
pesca. Para cada turma estão sendo doados pelo IED-BIG, 5000 sementes
de coquille de Saint-Jacques e, pelo SEBRAE/RJ, além de todo material
didático, um long-line 50m, 10 bóias amarelas, 110m de cabo torcido18mm,
30m de cabo torcido 12mm e 3 lanternas mexilhoneiras.
A vieira (ou coquille de Saint-Jacques) existente no Brasil é do tipo
Nodipecten nododos, conhecido por "pata-de-leão". A cultura é feita
da seguinte forma: as fazendas recebem filhotes reproduzidos em laboratório
e, o primeiro passo, é separar as conchas com mais de 12 centímetros
e induzir a desova por meio de choque de temperatura. Cada concha
gera 10 milhões de larvas microscópicas. Diariamente, a água dos tanques
é tratada e as larvas são alimentadas com fitoplâncton. O ciclo leva
15 dias e somente 2% das larvas sobrevivem. Após um mês, quando medem
cerca de 0,5 milímetros são levadas para o mar em "lanternas japonesas",
gaiolas cilíndricas revestidas com rede azul de polipropileno. As
lanternas são presas a cordas suspensas por bóias, ficando submersas
a cerca de 3 metros de profundidade, onde a água é mais fria e apropriada
para o crescimento do molusco. Após um ano as vieiras atingem o tamanho
ideal de venda, de cerca de 6 centímetros. Se forem destinadas à exportação,
devem ficar com 8 centímetros. Durante o período de crescimento fazem
diversas desovas espontâneas e, com isso, há o repovoamento natural
da região.
A maricultura é uma alternativa atraente de realização de lucros.
A pesca extrativista vem sofrendo declínio e cresce menos de 1% ao
ano, enquanto a aqüicultura apresenta um crescimento de 14% ao ano.
O cultivo de moluscos bivalves é a atividade beneficiada, devido à
grande demanda, o fácil acesso à tecnologia e a possibilidade de adaptação
de espécies nativas ao cultivo.
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