"Prezados Ambientalistas,
Voluntários e Simpatizantes,
Segundo alguns estudiosos, existem três tipos de
incêndios florestais: copa; palha; e manta.
Em meio a nossa "biodiversidade" de ambientalistas,
poderia fazer igual consideração.
Existem aqueles que adoram provocar "incêdios"
em torno de sí próprio, a fim de ilustrar cenas irônicas, cômicas,
heróicas ou oportunistas. Normalmente são destacadas por pessoas públicas
possuidoras de mandatos eletivos. São os "incêndios de copa", devido
ao seu caráter de distanciamento da própria realidade. Muitas vezes
são inofensivos ao meio ambiente que o circunda.
O "incêndio" de palha aparece de forma cíclica,
atrás de auto-promoção e grandes holofotes, sempre em busca de um
cargo comissionado ou vantagem profissional. São típicos paraquedistas
políticos e alpinistas sociais. Seu teor destrutivo é ilusório, quase
virtual. A desvantagem do "fogo de palha" é que assume grandes proporções
aos olhos alheios sem deixar qualquer "destruição" real. São facilmente
encontrados em momentos de bajulação de "líderes ecológicos" de vulto.
Mais nocivo, contudo, são os "incêndios" de manta.Sem
mostrar suas intenções, penetram em meio às mais densas florestas
sem serem percebidos. Perante olhos descuidados, percorrem grandes
distâncias sem serem notados até mesmo por históricos ativistas ecológicos.
São encarados, ás vezes, como "fumaças" inocentes em meio a cobertura
vegetal. A especialidade do "fogo de manta" é parecer o que não é.
São os falsos ambientalistas, que se revestem de uma manta de mentiras,
promessas e falácias. Quase sempre estão ocupando cargos de destaque
e chefia em órgãos governametais. Com estilo "quase diplomático",
são os tumores do movimento de cidadania ecológica. Destróem toda
a "camada de húmos e turfa" da teia social.
Os "incêndios" florestais estão sempre ocorrendo
nas esferas públicas, durante todas as estações do ano. A única medida
eficaz de combate aos vários "tipos de incêndios" é a eterna vigilância
das ações daqueles que insistem em querer enganar a sociedade com
discursos e programas de governo que mais parecem obras de Salvador
Dalí.
Muita atenção, pois ainda estamos sob "fogo cerrado".
Um forte abraço,
Gerhard Sardo
Jornalista, pós-graduando em Análise e Avaliação
Ambiental (PUC-Rio), representante titular da APEDEMA-RJ no CONAMA
e no COMAN."
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