21/08/2002
TIPOS DE FOGO
Recebido de Gerhard Sardo
"Prezados Ambientalistas, Voluntários e Simpatizantes,
    Segundo alguns estudiosos, existem três tipos de incêndios florestais: copa; palha; e manta.
    Em meio a nossa "biodiversidade" de ambientalistas, poderia fazer igual consideração.
    Existem aqueles que adoram provocar "incêdios" em torno de sí próprio, a fim de ilustrar cenas irônicas, cômicas, heróicas ou oportunistas. Normalmente são destacadas por pessoas públicas possuidoras de mandatos eletivos. São os "incêndios de copa", devido ao seu caráter de distanciamento da própria realidade. Muitas vezes são inofensivos ao meio ambiente que o circunda.
    O "incêndio" de palha aparece de forma cíclica, atrás de auto-promoção e grandes holofotes, sempre em busca de um cargo comissionado ou vantagem profissional. São típicos paraquedistas políticos e alpinistas sociais. Seu teor destrutivo é ilusório, quase virtual. A desvantagem do "fogo de palha" é que assume grandes proporções aos olhos alheios sem deixar qualquer "destruição" real. São facilmente encontrados em momentos de bajulação de "líderes ecológicos" de vulto.
    Mais nocivo, contudo, são os "incêndios" de manta.Sem mostrar suas intenções, penetram em meio às mais densas florestas sem serem percebidos. Perante olhos descuidados, percorrem grandes distâncias sem serem notados até mesmo por históricos ativistas ecológicos. São encarados, ás vezes, como "fumaças" inocentes em meio a cobertura vegetal. A especialidade do "fogo de manta" é parecer o que não é. São os falsos ambientalistas, que se revestem de uma manta de mentiras, promessas e falácias. Quase sempre estão ocupando cargos de destaque e chefia em órgãos governametais. Com estilo "quase diplomático", são os tumores do movimento de cidadania ecológica. Destróem toda a "camada de húmos e turfa" da teia social.
    Os "incêndios" florestais estão sempre ocorrendo nas esferas públicas, durante todas as estações do ano. A única medida eficaz de combate aos vários "tipos de incêndios" é a eterna vigilância das ações daqueles que insistem em querer enganar a sociedade com discursos e programas de governo que mais parecem obras de Salvador Dalí.
    Muita atenção, pois ainda estamos sob "fogo cerrado".
    Um forte abraço,
    Gerhard Sardo
    Jornalista, pós-graduando em Análise e Avaliação Ambiental (PUC-Rio), representante titular da APEDEMA-RJ no CONAMA e no COMAN."