10/11/2002
Jornal A TOCHA : Esporte, Cultura e Notícia
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Dengue: Prefeitura multará moradores que tiverem focos em casa

  O verão se aproxima e o perigo da dengue volta a ameaçar o país. Em São Pedro da Aldeia, o prefeito Paulo Lobo, preocupado com a última epidemia que atingiu o Estado do Rio, assinou um decreto que viabiliza o Programa Municipal de Combate à Dengue, Lei 1630 e que regulamenta uma série de multas para moradores e comerciantes que tiverem em suas casas focos do mosquito Aedes Aegypti. Para identificar ovos e larvas do mosquito, 36 guardas sanitários estão nas ruas com o objetivo de identificar os focos e também conscientizar a população sobre a importância de eliminar objetos que acumulem água parada e limpa.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, médico Edmundo Ramos, se a população não ajudar no combate ao Aedes Aegypti a epidemia pode ser ainda pior do que a última que atingiu 370 mil pessoas em todo o Brasil:
- Se providências não forem tomadas teremos outra grande epidemia. Temos agora no Rio de Janeiro o vírus tipo 3, muito mais agressivo do que os dois anteriores, e que pode matar em apenas 24 horas. A situação é preocupante – alerta o secretário.
Além de contar com 50 pessoas diretamente ligadas ao combate a Dengue, a Secretaria de Saúde de São Pedro da Aldeia lançará, antes do Dia D (Dia Nacional de Combate à Dengue), marcado para 23 de novembro, um jornal falando sobre a doença e a melhor forma de evitá-la. Também foi formado no município o Comitê de Combate à Dengue, com funcionários das demais secretarias e outros representantes da sociedade que vêm realizando reuniões constantes para discutir o problema. O objetivo é orientar, mas também mostrar que o perigo é eminente, como afirma Edmundo Ramos:
- Temos um índice de larvas muito alto no centro da cidade, nos bairros Estação, Porto, São João, Balneário e Campo Redondo, onde o índice máximo permitido, que é de 1%, já está sendo ultrapassado. No Centro e na Estação, por exemplo, o índice ultrapassa 4% - destaca o secretário, que faz um apelo à população:
-É preciso vigiar, olhar cada local de água parada com desconfiança, denunciar possíveis focos, colaborar com os guardas sanitários, enfim, cuidar da não proliferação do mosquito – diz o médico, lembrando que a prefeitura dispõe do Call-center – o telefone é 0800 –7034004 – para qualquer tipo de reclamação e solicitação.
O decreto, que começará a ser aplicado assim que o boletim informativo começar a circular, contém multas estipuladas de acordo com o número de focos encontrados em cada local (estão incluídos residências, terrenos, estabelecimentos comerciais, instituições públicas e obras). Antes de aplicar a multa, o guarda sanitário notificará o infrator sobre a existência das larvas do mosquito e ele terá dez dias para regularizar a situação. Após o prazo estão previstas as seguintes penalidades: leves, de um a dois focos, com multa de R$180; médias, de três a quatro focos e multa de R$360; graves, de cinco a seis focos, com multa de R$ 540 e gravíssimas, de sete ou mais focos e multa de R$ 720. Para os comerciantes a multa é de R$ 500, também com prazo para regularização, mas se persistir a infração a multa será dobrada podendo até mesmo ser fechado o estabelecimento comercial caso o comerciante persista no erro. Vale lembrar que todo o dinheiro arrecadado será revertido para o Fundo Municipal de Saúde (FUMDES).