DEPENDE SOMENTE DE NÓS
José de Souza Soares
Alguém se referiu há dias aqui neste Jornal, com uma certa
preocupação, sobre o crescimento assustador da nossa cidade, sem
estrutura adequada para suportar uma população que está aumentando
bastante , fazendo aumentar o movimento do comercio e proporcionado
à expansão da área de serviços, sem que o poder público tome providências
para que seja evitado o caos, que ninguém deseja.
Mas,
de repente isso realmente preocupa
a todos nós que aqui vivemos por gostarmos desta paz interiorana
que Maricá ainda conserva. Sabemos que esta tranqüilidade maricaense,
é a responsável por este êxodo de cariocas e niteroienses, e talvez
de alguns paulistas e mineiros também, que estão vindo morar aqui,
abandonando suas cidades de origem, fugindo da violência, do trânsito
louco e da má qualidade de vida que elas estão vivendo ultimamente.
A grande preocupação, na verdade, existe porque com a vinda
em massa de pessoas boas para cá, pode despertar, infelizmente,
o interesse e a curiosidade de alguns indivíduos de má índole,
com tendência à marginalidade que vem com o simples propósito
de aqui desenvolver o seu lado negativo, podendo transformar esta
nossa cidade, até então pacata, numa área perigosa e violenta,
o que ninguém realmente deseja. Mas isso faz parte daquilo que
se chama progresso, que tem um lado positivo e um outro negativo,
geralmente este com um poder maior de se espalhar numa comunidade.
Porém, é bom que fiquemos atentos aos problemas que podem
surgir na cidade, criando desde já nossas defesas, com a reivindicação
de uma política de segurança pública mais eficiente e a implantação
de projetos sociais, para que não sejam formados aqui certos núcleos
que são conhecidos como a porta aberta para a marginalidade. A
preocupação é válida, mas depende muito de nós. O Exemplo esta
na favela Rio das Pedras, em Jacarepaguá, que a sua população
não permitiu que o tráfico de drogas ali se instalasse, conseguindo
assim neutralizar os marginais, que sempre procuram apoderar-se
de locais deste tipo. O certo é alertar e pressionar os órgãos
públicos para que não aconteça aqui o que já vem ocorrendo em
outras cidades, e que possa prejudicar esta paz tão gostosa que
ainda desfrutamos.