05/09/2002

                   DEPENDE SOMENTE DE NÓS

 

                                                                         José de Souza Soares

 

                                               Alguém se referiu há dias aqui neste Jornal, com uma certa preocupação, sobre o crescimento assustador da nossa cidade, sem estrutura adequada para suportar uma população que está aumentando bastante , fazendo aumentar o movimento do comercio e proporcionado à expansão da área de serviços, sem que o poder público tome providências para que seja evitado o caos, que ninguém deseja.  

                                          Mas, de repente isso realmente  preocupa a todos nós que aqui vivemos por gostarmos desta paz interiorana que Maricá ainda conserva. Sabemos que esta tranqüilidade maricaense, é a responsável por este êxodo de cariocas e niteroienses, e talvez de alguns paulistas e mineiros também, que estão vindo morar aqui, abandonando suas cidades de origem, fugindo da violência, do trânsito louco e da má qualidade de vida que elas estão vivendo ultimamente.

                                               A grande preocupação, na verdade, existe porque com a vinda em massa de pessoas boas para cá, pode despertar, infelizmente, o interesse e a curiosidade de alguns indivíduos de má índole, com tendência à marginalidade que vem com o simples propósito de aqui desenvolver o seu lado negativo, podendo transformar esta nossa cidade, até então pacata, numa área perigosa e violenta, o que ninguém realmente deseja. Mas isso faz parte daquilo que se chama progresso, que tem um lado positivo e um outro negativo, geralmente este com um poder maior de se espalhar numa comunidade.

                                               Porém, é bom que fiquemos atentos aos problemas que podem surgir na cidade, criando desde já nossas defesas, com a reivindicação de uma política de segurança pública mais eficiente e a implantação de projetos sociais, para que não sejam formados aqui certos núcleos que são conhecidos como a porta aberta para a marginalidade. A preocupação é válida, mas depende muito de nós. O Exemplo esta na favela Rio das Pedras, em Jacarepaguá, que a sua população não permitiu que o tráfico de drogas ali se instalasse, conseguindo assim neutralizar os marginais, que sempre procuram apoderar-se de locais deste tipo. O certo é alertar e pressionar os órgãos públicos para que não aconteça aqui o que já vem ocorrendo em outras cidades, e que possa prejudicar esta paz tão gostosa que ainda desfrutamos.