O CONTADOR DE PIADAS
José de Souza Soares
Tenho falado
bastante das belezas, das riquezas naturais e das figuras maravilhosas
que vivem neste espaço fantástico que é o Condado de Maricá, lugar que escolhi para viver
e sentir o tudo que a vida oferece de bom e de graça, sem nada
exigir em troca.
Aqui
têm os canários de cantos maviosos, os galos que são eficientes
despertadores, uma vegetação linda que tanto encanta os nossos
olhos e nos proporciona um ambiente agradabilíssimo de viver.
E ainda temos o privilégio de contar com profissionais de quase
todos os segmentos da sociedade, que formam uma população bem
diversificada. Pessoas que muito se destacam, pela dedicação as
causas não só do bairro, como também do município em geral.
A única
coisa que não se vê neste bairro, é a presença do poder público
municipal, que parece ter o prazer de se fazer ausente, só para
atormentar nossos dias. Porque aqui falta limpeza pública (a coleta
de lixo é precaríssima); falta conservação das ruas; falta limpeza
dos bueiros; e falta uma iluminação adequada nos principais logradouros.
A Prefeitura de Maricá demonstra claramente não gostar muito do Condado, embora paguemos
nossos impostos da mesma maneira que os outros munícipes.
Porém, o que eu quero realmente falar agora,
é de um carioca do bairro de Botafogo, que esta morando há pouco
tempo aqui neste agradável espaço territorial. O Carlos Alberto,
o Betão, que conheci num churrasco na casa da Tereza e do Ewerton
Pinciara, um casal também morador novo do bairro e que adora viver
em clima de festa nos fins de semana, sempre reunindo amigos para
bater um bom papo, degustar uma picanha na brasa e saborear uma
cerveja bem gelada. Foi num desses encontros que me apresentaram o Carlos Alberto, o Betão, que
ali estava com a sua esposa Marly.
Gostei bastante, porque passei a conhecer este humorista nato, pois ele tem um jeito todo especial de
contar uma piada com todo aquele requinte e espontaneidade que
tanto engrandece a dita. Sua performance e o seu vasto e bem selecionado
repertório (E que repertório!!!), nos proporcionou a todos ali
presentes, sem dúvida nenhuma, uma tarde agradabilíssima.
Em alguns cantos deste país que visitei, encontrei
muitos contadores de piadas - que eu acho ser um dom divino -
mas igual ao Betão conheci poucos, dado sua arte de encená-las
sempre com os mínimos detalhes, que só um artista do seu quilate
pode oferecer ao público que o assiste. Ele vive cada personagem
que compõe a piada, com sotaque, gestos e tiques.
Na verdade, o Betão, este ser amigo e brincalhão,
que já contribuiu bastante com o seu trabalho para o engrandecimento
deste país, certamente não encara a vida como se ela fosse uma
grande piada, mas como um veículo para risos e muita alegria, fazendo com que ela se torne mais suave e mais
interessante de se viver, contribuindo para que esqueçamos os
fantasmas, a violência e as incompreensões do dia-a-dia,
usando a graça e o humor que só uma piada bem contada oferece
a todos nós seres humanos, mesmo que seja somente por alguns instantes.
Até mesmo nós aqui do Condado, conseguimos com o seu humorismo,
esquecer da grande piada de mau gosto que é o poder público municipal
de Maricá, sempre ausente no nosso bairro.
Bom, depois de
conhecer todo esse seu talento, estou
certo de que se o Betão passar pela porta do Projac, sem dúvida
nenhuma, ele será contratado.