O SEBRAE/RJ (Agência de Desenvolvimento Regional da Baixada Litorânea)
trabalha pelo desenvolvimento da maricultura, através de capacitação
técnica e assessoria na implementação de fazendas marinhas na Região
dos Lagos. De 24 à 26 de julho, em Arraial do Cabo, foram aplicados
dois cursos de confecção de lanternas e redes, um para a AREMAC (Associação
da Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo), e o outro para
a ACRIMAC (Associação dos Coletores e Criadores de Mariscos de Arraial
do Cabo), envolvendo os 32 membros das associações.
Ministrado pelos especialistas Amélia Trinta e o cubano Leonardo Zayas,
técnicos do IED-BIG (Instituto de Eco Desenvolvimento da Baía da Ilha
Grande), o curso - teórico e prático - teve como objetivo capacitar
os maricultores para confecção de lanternas e redes. O conhecimento
será aplicado não só para uso próprio mas também para venda, visto
que são poucos os fornecedores desses artefatos, o que onera muito
o preço. O material é utilizado para armazenar as sementes dos mexilhões,
ostras e coquilles durante o cultivo.
A cultura é feita da seguinte forma: as fazendas recebem filhotes
reproduzidos em laboratório. Depois de certas etapas de separação,
desova e acompanhamento das larvas - após um mês - são levadas para
o mar em "lanternas japonesas", gaiolas cilíndricas revestidas com
rede azul de polipropileno. As lanternas são presas a cordas suspensas
por bóias, ficando submersas a cerca de 3 metros de profundidade onde
a água é mais fria e apropriada para o crescimento do molusco. Em
um ano as vieiras alcançam o tamanho ideal de venda, de cerca de 6
centímetros.
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