17/06/2002
SEBRAE E PARCEIROS LANÇAM TURISMO RURAL EM ARARUAMA

Tradicionalmente vista como cidade turística em virtude das belas praias, ambiente tranqüilo e descontraído e especialmente o clima de verão quase o ano inteiro, Araruama agora vai acontecer também em nova modalidade de destino turístico, valendo-se de sua extensa área rural que até então era voltada unicamente para a exploração da agricultura e pecuária.
Através do Planejamento Estratégico de Turismo, o SEBRAE/RJ, em parceria como Sindicato Rural, Emater, TurisRio, Associação Comercial e Prefeitura Municipal, elaborou o Projeto de Turismo Rural, nova alternativa de fomento da economia local que irá oferecer aos visitantes a oportunidade de viver novos conceitos e valores, e melhorar a qualidade de vida do cidadão. O pontapé inicial acontece com a inauguração oficial do CIRCUITO MORRO GRANDE DE TURISMO RURAL no próximo dia 21 de junho, às 9:30, no Centro de Informações Turísticas.
O empreendimento é resultado da aliança de cerca de 80 parceiros (incluindo os produtores), tendo como área escolhida o Distrito de Morro Grande, localizado à esquerda da Via Lagos, estendendo-se por quase 20 km. Além do pitoresco das fazendas, o local guarda ainda o mais antigo sítio arqueológico cerâmico brasileiro da tradição Tupinambá, uma verdadeira pérola em termos de patrimônio cultural.
O visitante poderá admirar, adquirir ou experimentar os mais interessantes produtos agro-industriais e artesanais, integrar-se com o meio onde geografia e paisagem dão um show à parte, encantar-se diante dos recursos naturais e dos costumes e cultura, participar de atividades que mexam com a emoção, e outras recreações e práticas esportivas. Em termos de produtos e serviços destaque também para  o restaurante rural, o hotel fazenda, pousada, chácara de lazer, pesque e pague, casa de chá, museu rural, atividades eqüestres, casa de repouso e trilhas.
Os circuitos de turismo eco-rural no Brasil contam com a parceria do IRCOD (Instituto Regional de Cooperação e Desenvolvimento) da Alsase na França. Subvencionado pelo governo francês e empresários e comunidade daquela famosa região de vinhos, o Instituto tem como objetivo apoiar atividades que promovam o incremento econômico em países em desenvolvimento, através da geração de fontes alternativas de trabalho e renda.
Importante registrar que essa parceria já proporcionou a capacitação de alguns produtores do Circuito de Turismo da Ponte Branca em Nova Friburgo, incluindo viagens de intercâmbio e visita de técnicos especializados franceses. Inaugurado em junho de 1999, o circuito friburguense - também apoiado pelo SEBRAE - já é sucesso, contabilizando uma visitação média de 40 mil turistas ano, 18 produtores rurais beneficiados e a geração de quase 80 postos de trabalho diretos e 200 indiretos
Através do SEBRAE o Circuito Morro Grande de Turismo Rural já está credenciado junto à Federação Internacional de Esportes Populares, via Federação Francesa, passando a ser o segundo circuito de turismo rural brasileiro a constar no guia Internacional de 2002. A Federação Internacional congrega cinco mil associações distribuídas em vinte e um países e possui quinze milhões de participantes cadastrados.
A indústria do turismo transformou-se numa das atividades mais dinâmicas e promissoras do planeta, revelando índices de crescimento surpreendentes, sobrepondo-se inclusive ao poderoso mercado internacional de petróleo, de veículos automotores e de equipamentos eletrônicos. Segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo é o setor com maior participação – 8% – no Produto Bruto Mundial. Dados divulgados pela OMT (Organização Mundial do Turismo), organismo ligado à ONU, indicam que o turismo deverá se tornar a principal fonte geradora de riquezas do século XXI.
O Turismo Rural compreende o AGROTURISMO, onde o visitante aprecia e participa do modo de vida do ambiente rural, e o ECOTURISMO, utilização do patrimônio natural de forma sustentável, buscando sua conservação e a formação de uma consciência ambientalista. A lista de benefícios é extensa: nova fonte de renda, redução da rotatividade de pessoal, ampliação da capacidade de reinvestimento na atividade produtiva, conquista de novos clientes, divulgação do município e região, criação de oportunidades para novos negócios, criação de uma consciência ecológica, resgate da cultura local e regional, ampliação de investimentos em infra-estrutura, diversificação de renda, geração de empregos, preservação do patrimônio natural e cultural, melhoria da qualidade de vida local, melhoria da formação educacional do homem do campo, desenvolvimento do espírito de participação e parceria, diminuição do êxodo rural, diminuição dos problemas decorrentes do isolamento do homem do campo, diversificação dos pólos turísticos e tantos outros.
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