RESPEITO À LEI DO SILÊNCIO
José de
Souza Soares
Tem pessoas que se julgam donos do mundo, achando que podem
fazer tudo que desejam mesmo que isso venha causar prejuízos para terceiros. Ligam suas aparelhagens de
som em altos níveis, pouco se importando com os ouvidos do alheio,
que não tem culpa nenhuma de muita das vezes morar perto de elementos
que se comportam irracionais. São aqueles que não respeitam a
lei do silêncio e nem mesmo tem uma certa contemplação com os
vizinhos, que tem o sagrado direito à tranqüilidade e a paz em
suas casas, mesmo durante o dia, em horário não protegido pela
citada lei. São partes do dia em que os que trabalham em horário
noturno aproveitam para dormir e descansar. E é quando esses abusados
resolvem ligar tais traquitanas de som em alto volume ferindo
sem dó nossos tímpanos,
O pior de tudo, é que são indivíduos aparentemente de um bom nível intelectual,
cultural e às vezes de um certo poder aquisitivo. Não se trata
de nenhum carente, de analfabetos e nem de quem nunca teve acesso
à educação, os que usam desses expedientes. São pessoas realmente
pedantes, que olham quem está à sua volta com um certo desprezo,
como se o mundo só a eles pertence e a mais ninguém. E quando
alguém mais ousado reclama, é logo contestado e com falta de educação
agredido com palavras não muito agradáveis. Parece que
a educação e o respeito não existe mais
entre os seres humanos, o que é de se lamentar.
O Condado de Maricá, infelizmente tem recebido ultimamente
algumas dessas figuras inconvenientes, que estão transformando
este tranqüilo bairro num verdadeiro inferno, com essas potentes
caixas de som, excedendo aos níveis de decibéis estabelecidos
pela ABNT, infringindo assim a legislação em vigor. O pior, é
que isso está acontecendo a qualquer hora do dia ou da noite,
sem que seja tomada alguma providência com vistas ao meio ambiente
que deve ser levado em contas. Nossa qualidade de vida pode ser
altamente prejudicada por esses loucos que aqui estão chegando
e desrespeitando os moradores que amam a tranqüilidade do bairro
acima de tudo.
O que se espera, é que as autoridades competentes tomem
logo as providências necessárias para que isso não vire rotina
por aqui. A Lei do silêncio tem que ser cumprida custe o que custar.