Com o apoio do SEBRAE/RJ através
da Agência de Desenvolvimento Regional da Baixada Litorânea e
da Prefeitura Municipal de Cabo Frio / Sub Prefeitura do Peró,
a AMAR - Associação de Maricultores de Cabo Frio realiza o I FESTIVAL
DO MEXILHÃO. O evento, que tem como finalidade divulgar a implantação
da primeira Fazenda Marinha do Município (localizada na praia
do Peró), acontecerá na Praça do Moinho nos dias 31/05 e 01/06.
Os participantes poderão apreciar diversos pratos feitos com os
mexilhões, acompanhados de atrações culturais e musicais e, ainda,
apreciar o artesanato local.
Acreditando no
potencial da Região dos Lagos, a AMAR, desde a fundação em abril
do ano passado, vem recebendo do SEBRAE toda a assessoria técnica
e jurídica necessária à viabilização do projeto de maricultura.
Durante este período diversos cursos foram aplicados em parceria
com o IED-BIG (Instituto de Eco Desenvolvimento da Baía da Ilha
Grande), mostrando a biologia em ambiente natural, métodos de
cultivo, lavricultura, crescimento, engorda, reprodução, manejo
e comercialização do coquiles, principais características das
espécies, confecção de coletores e cordas mexilhoneiras, situação
de mercado, enfim, toda a tecnologia necessária à criação de ostras
e mexilhões.
A maricultura é uma alternativa
atraente de realização de lucros, extraindo riquezas do fundo
do mar sem causar danos ao meio ambiente. Pesquisam mostram que
a pesca extrativista vem sofrendo declínio em todo o mundo e cresce
menos de 1% ao ano, enquanto a aqüicultura apresenta um crescimento
de 14% ao ano. Para se ter uma idéia, hoje o cultivo de mexilhão
é um dos principais pilares da economia do Chile. Aqui, o cultivo
de moluscos bivalves é a atividade beneficiada, devido à grande
demanda, o fácil acesso à tecnologia e a possibilidade de adaptação
de espécies nativas ao cultivo.
Em fevereiro foi assinado convênio
com o SEBRAE e a Fundação Banco do Brasil que, através de parceria
com o Ministério do Trabalho e Renda, repassou cerca de R$ 95
mil a AMAR, destinados à criação de FAZENDAS MARINHAS. Mas ainda
há muito o que fazer, sobretudo vislumbrando-se tornar a Região
dos Lagos um pólo estadual de maricultura. Para este ano o SEBRAE/RJ
está agendando cursos que vão desde o manejo e beneficiamento
à capacitação gerencial (marketing, administração, comercialização,
etc. ).
A vieira - ou coquille de Saint-Jacques
- existente no Brasil é do tipo Nodipecten nododos, conhecido
por "pata-de-leão". Para sua cultura as fazendas marinhas recebem
filhotes reproduzidos em laboratório e o primeiro passo consiste
em separar as conchas com mais de 12 centímetros, induzindo a
desova por meio de choque de temperatura. Diariamente a água dos
tanques é tratada e as larvas são alimentadas com fitoplâncton.
Cada concha gera 10 milhões de larvas microscópicas. O ciclo leva
15 dias e somente 2% das larvas sobrevivem. Após um mês, quando
medem cerca de 0,5 milímetro, são levadas para o mar em "lanternas
japonesas", gaiolas cilíndricas revestidas com rede azul de polipropileno.
As lanternas são presas a cordas suspensas por bóias, ficando
submersas a cerca de 3 metros de profundidade onde a água é mais
fria e apropriada para o crescimento do molusco. Após um ano as
vieiras atingem o tamanho ideal de venda, de cerca de 6 centímetros.
Se se destinarem, porém, à exportação, devem ficar com 8 centímetros.
Durante o período de crescimento fazem diversas desovas espontâneas
e, com isso, gerando o repovoamento natural da região.
Iva Maria (22) 9907-4141