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Release 038/02 Maricá,
18 de março de 2002.
O
prefeito de Maricá, engenheiro Ricardo Queiroz, concedeu entrevista
coletiva
sobre denúncias do promotor de justiça Marcelo Buhatem.
Antes de entrar no mérito de tais denúncias, Ricardo desabafou:
“Enquanto ser humano e homem público, estou indignado com
as acusações feitas pelo promotor. Sou engenheiro, classe média,
filho de alto funcionário público federal aposentado, que recebe
excelente aposentadoria. Não entrei pobre na Prefeitura, como outros
entraram e saíram ricos. Todos em Maricá, sabem que tenho uma Escola,
e uma casa no Parque Eldorado há muito tempo. Tenho terrenos
que recebi como herança, e um carro, o que para alguns, é um absurdo.
Não comprei mansão em Búzios, nem em outro lugar. É uma infâmia
esta afirmativa.
Tudo
começou com as denúncias do Sr. Sérgio Mesquita, cujas respostas
foram enviadas à Câmara de Vereadores. Uma comissão de vereadores
foi ao Hospital Conde Modesto Leal, onde foi feita uma vistoria,
e nada foi descoberto de irregular.
A
pressão que estou sofrendo, é porque o meu Governo está contrariando
grandes interesses. Sei que estou incomodando segmentos que sempre
apostaram no atraso, na desinformação, no retrógado. Não é fácil
administrar com idéias novas, transparência, governando para todos,
mas dando prioridade aos mais carentes.
Na
história de Maricá, nunca um governo assinou tantos Convênios (Estadual
e Federal), construiu Escolas, pavimentou ruas, dragou rios, lagoas,
e tirou Maricá da inadimplência, sendo o primeiro Município da Região
dos Lagos, a ter o nada consta do Ministério da Previdência, e muito
mais.
Na
segunda etapa da entrevista, o prefeito Ricardo Queiroz, respondeu
às acusações do promotor de justiça Marcelo Buhatem: “No dia
03 de março, recebi a intimação do Ministério Público. Como estava
em Brasília, defendendo os interesses de Maricá, junto ao Poder
Executivo e Legislativo, em assuntos que dizem respeito a CPMF,
ISS, TIP, ônibus escolar, e outras reivindicações, não pude comparecer,
e com todo o respeito ao Ministério Público, solicitei ao ilustre
procurador geral do Município, Dr. Afonso Celso, que me representasse.
O promotor sentiu-se desprestigiado, e veio a segunda intimação
marcada para o dia 05 de março, na qual compareci.
A
recepção não foi das melhores, e fui logo sendo inquirido sobre
meus bens, improbidade administrativa, o que me deixou indignado.
Na
mesa do promotor, estava um “jornaleco”, aquilo não
é um jornal que se preza, pois não tem anunciante, periodicidade,
venda em banca, ou seja, não tem nada.
Em
respeito aos profissionais de imprensa, que tanto lutaram pela liberdade
de informação, e a redemocratização do País, me nego a dizer o nome
de tal “jornaleco”. Não aceito ser inquirido, em função
de denúncias de um “jornaleco”, cujo chefe é um cachaceiro,
e que já levou um soco na cara, do ex-prefeito Odenir Costa, e não
apanhou de outras autoridades, pois covardemente escondeu-se.
Vamos as denúncias:
- PERDA DE PRAZO EM PROCESSOS
JUDICIAIS.
É verdade, mas os prazos não foram perdidos por mim, e sim pelo
procurador do Município, que por este motivo, foi por mim exonerado
do cargo.
- POSSÍVEL RETENÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO
SINDICAL OBRIGATÓRIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DE MARICÁ PELO PREFEITO
MUNICIPAL.
Paguei uma parte à Confederação dos Servidores, e a outra
foi retida, pois o antecessor do atual presidente do Sindicato dos
Servidores, não quis receber, alegando que os cálculos estavam errados.
Refazemos os cálculos e o dinheiro está à disposição.
- IRREGULARIDADES NO AUMENTO
SALARIAL DOS PROCURADORES DE MARICÁ.
Não dei aumento algum aos procuradores. Não sei deste inquérito.
- CRIAÇÃO DE GRATIFICAÇÕES SEM
A DEVIDA REGULAMENTAÇÃO. FALTA DE PUBLICIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS.
CONTRATAÇÃO DE EMPRESA DE LIMPEZA URBANA SEM LICITAÇÃO.
A gratificação foi criada de acordo com a lei (a mesma já está em
poder do Promotor).No que se refere à limpeza urbana, foi feito
um contrato emergencial, dentro de critérios legais, que depois
foi legalmente renovado.
O contrato poderia ser feito até 6 meses, mas preferi faze-lo por
4 meses. Até a oposição reconhece que o serviço de limpeza das ruas,
e a coleta domiciliar estão excelentes. O empresário João Carrilho
já trabalhou para outras administrações. Se acham que o preço
está caro, é só procurar o Tribunal de Contas do Estado, pois está
tudo arquivado lá.
- CRIAÇÃO E CONTRATAÇÃO DE GUARDA
MUNICIPAL SEM CONCURSO PÚBLICO.
A criação e a contratação foram autorizada pela Câmara de
Vereadores, e logo que o período venceu foi realizado concurso público.
Finalizando,
o prefeito Ricardo Queiroz solicitou ao Promotor Marcelo Buhatem,
que descobrisse quem patrocinou o tal “jornaleco”, que
não tem anúncio, data para sair, tiragem e não é vendido em bancas.
Seria bom desvendar tal mistério.
Sem mais,
Atenciosamente,
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