Depois de um bom descanso com a família, retornando
de minhas férias as vésperas do carnaval, sou chamado a realidade
local. Sexta-feira de manhã acordo com o som de foguetório no
Centro de Maricá. Penso... é o carnaval, nada como um pouco de
diversão para esquecer das mazelas de nossos governos (federal,
estadual e, claro, municipal).
Ledo engano Srs. e Sras., eram exatamente nossos
representantes do governo local os responsáveis pelo foguetório.
Nossa Sra. do Amparo (a empresa), nosso Prefeito, o presidente
da Câmara e o nosso pároco, Pde. Manoel. O motivo: os novos ônibus
da Amparo que estavam sendo abençoados. A cada ônibus, foguetes.
Tá bom, concordo tratar-se de um avanço da Igreja,
antes discutia-se se índio tinha alma, hoje... Tá bom, e o Alto?
Onde entra nesta história? Já explico.
Podemos comparar o nosso Prefeito e presidente
da Câmara, com os personagens do Seltom Melo e Nestor Nastergali
com algumas ressalvas. Na minisérie, Selton e Nestor são os reis
da trapalhada, extremamente inteligentes e enrolam a todos, mas
ao contrário de nossos personagens reais, são incapazes de fazer
mal a alguém. Tanto que no final, são salvos do inferno. Lima
Duarte e Rogério Cardoso (Epitáfio, Rolando o Lero), o bispo e
o padre, mostram-se capazes de fazer qualquer coisa por dinheiro,
inclusive enterrar cachorro rezando em Latim. No final da história,
terminam no inferno. Nosso pároco, ganhou calçamento, aluguel
de R$ 90 mil (36 x 2.500) e defende o prefeito em seus sermões,
pois trata-se de um homem de Deus (Fala Sérgio Mesquita IV - www.marica.com.br\reportagens.htm).
Vocês podem até não concordar com as semelhanças
apontadas, mas em uma coisa hão de concordar. Nossa política local
pode muito bem ser usada como fonte inspiradora para muita minisérie
televisiva.
Ps: Os motoristas dos ônibus também foram abençoados?
Se não, deveriam.
Sérgio Mesquita