14/02/2002
Recebido de Sergio Mesquita - mesquita@redebrasil.tv.br

FALA SÉRGIO MESQUITA V

AUTO DA COMPADECIDA BY MARICÁ

Depois de um bom descanso com a família, retornando de minhas férias as vésperas do carnaval, sou chamado a realidade local. Sexta-feira de manhã acordo com o som de foguetório no Centro de Maricá. Penso... é o carnaval, nada como um pouco de diversão para esquecer das mazelas de nossos governos (federal, estadual e, claro, municipal).

Ledo engano Srs. e Sras., eram exatamente nossos representantes do governo local os responsáveis pelo foguetório. Nossa Sra. do Amparo (a empresa), nosso Prefeito, o presidente da Câmara e o nosso pároco, Pde. Manoel. O motivo: os novos ônibus da Amparo que estavam sendo abençoados. A cada ônibus, foguetes.

Tá bom, concordo tratar-se de um avanço da Igreja, antes discutia-se se índio tinha alma, hoje... Tá bom, e o Alto? Onde entra nesta história? Já explico.

Podemos comparar o nosso Prefeito e presidente da Câmara, com os personagens do Seltom Melo e Nestor Nastergali com algumas ressalvas. Na minisérie, Selton e Nestor são os reis da trapalhada, extremamente inteligentes e enrolam a todos, mas ao contrário de nossos personagens reais, são incapazes de fazer mal a alguém. Tanto que no final, são salvos do inferno. Lima Duarte e Rogério Cardoso (Epitáfio, Rolando o Lero), o bispo e o padre, mostram-se capazes de fazer qualquer coisa por dinheiro, inclusive enterrar cachorro rezando em Latim. No final da história, terminam no inferno. Nosso pároco, ganhou calçamento, aluguel de R$ 90 mil (36 x 2.500) e defende o prefeito em seus sermões, pois trata-se de um homem de Deus (Fala Sérgio Mesquita IV - www.marica.com.br\reportagens.htm).

Vocês podem até não concordar com as semelhanças apontadas, mas em uma coisa hão de concordar. Nossa política local pode muito bem ser usada como fonte inspiradora para muita minisérie televisiva.

Ps: Os motoristas dos ônibus também foram abençoados? Se não, deveriam.

Sérgio Mesquita