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CURSO BOTINHO 2002
TEM FORMATURA EM GRANDE ESTILO
128 crianças e adolescentes de 10 a 17 anos residentes em Itaipuaçu
comemoraram o final da Colônia de Férias Botinho 2002, promovida
pelo Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros Militares do Estado
do Rio de Janeiro em parceria com a Superintendência da Defesa Civil
da Prefeitura de Maricá. Com muitas atividades recreativas
e educativas, o evento aconteceu todas as manhãs no Quiosque Barbatana,
de 7 de janeiro a 2 de fevereiro, sob a supervisão da equipe composta
pelo Sargento BM José Francisco Vieira Barbosa, Cabo Valdetaro e
os soldados Ricardo, Jaime, Renan e César.
As mães, sob a coordenação de Helenice Ribeiro, organizaram a festa
na área do Restaurante Barbatana com frutas, refrigerantes, cachorro
quente, salgadinhos e um bolo com o desenho de um boto, símbolo
do curso. Elas prestaram homenagem especial à equipe coordenadora
e a João Vieira, proprietário do Barbatana, por sua dedicação ao
andamento do trabalhos no trecho da praia em frente ao seu comércio.
Depois de um mês correndo, nadando, fazendo ginástica, aprendendo
as técnicas de salvamento e primeiros socorros, os participantes
também receberam medalhas e diplomas, além de mais confiança para
entrar no mar e prestar um salvamento, em caso urgente, de algum
afogado.
A festa esteve concorrida com as presenças dos familiares que chegaram
às 8h e permaneceram até às 13h. O superintendente de Itaipuaçu,
Alberto Gentile, também prestigiou o encerramento. Ele e major-bombeiro
Ricardo Nunes trabalharam para trazer a colônia de férias Botinho
para Itaipuaçu. Contudo, as mães reivindicam um número maior de
matrículas para 2003, em torno de 200, a fim de atender vários jovens
que ficaram de fora nesta primeira edição do curso.
O evento também foi realizado na Barra de Maricá, só que com um
número menor de participantes. Em Itaipuaçu, as matrículas
estariam limitadas a 60 vagas mas o interesse foi tanto que dobrou.
O Major BM Ricardo dos Santos Nunes, Superintendente Municipal de
Defesa Civil e um entusiasta deste programa de sua corporação.
A infraestrutura fornecida por João Vieira, proprietário do Quiosque
Barbatana, também foi decisivo para o êxito da iniciativa.
O Major Ricardo promete que, para o ano, o número de vagas será
ainda maior e que, na medida do possível, será complementada com
atividades para pessoas de outras faixas etárias.
SUBPOSTOS DE SAÚDE DE ITAIPUAÇU TÊM ATENDIMENTO GINECOLÓGICO
A partir de fevereiro, os três subpostos de saúde da prefeitura
em Itaipuaçu contarão com atendimento ginecológico, com agendamento
prévio de consulta: às terças-feiras na AMAJA, pela manhã
e no Santa Rita, à tarde; e no Recanto, nas quartas, à tarde.
Para o exame preventivo será necessário: anotação da data do último
período menstrual; estar no mínimo há dois dias sem sangramento
menstrual e não manter relações sexuais nas 48 horas anteriores
ao exame. A partir de março haverá a Campanha Nacional de
Prevenção do Câncer Ginecológico.
PETROBRÁS RODOVIÁRIA & IMOBILIÁRIA S.A.
Quem viaja para Macaé conhece o estado lastimável em que se encontram
as rodovias Amaral Peixoto e BR-101. Assim, causa surpresa
saber que a PETROBRÁS esteja gastando seu prestígio para fazer duplicar
meros 14 km de estrada até Maricá em lugar de reclamar melhoramentos
em importantes vias de acesso a uma cidade em que já está baseda
há algumas décadas. Por outro lado, pesquise: você conhece
pessoalmente alguém que já tenha sido procurado pela Petrobrás ou
seu prepostos com vistas a uma compra ou locação de imóvel?
Menos, pessoal, menos: até prova em contrário, a duplicação da Amaral
Peixoto deve continuar sendo creditada ao trabalho político
do prefeito Ricardo Queiroz junto ao governador Garotinho.
PRAIA DE ITAIPUAÇU TEM MELHOR ILUMINAÇÃO
Com apoio dos comerciantes locais, a Prefeitura de Maricá, através
da Comissão Municipal de Energia e da Superintendência Regional
de Itaipuaçu deu inicio ao projeto por esta de iluminar por etapas
a orla do bairro. São dez luminárias que estão funcionando
desde a quinta-feira anterior ao carnaval no trecho próximo à Rua
Prof. Cardozo de Menezes (ex-rua um), permitindo um melhor trânsito
de moradores e veranistas que vão buscar seu lazer no local.
O vereador Tuninho do Birinight também colaborou com a doação de
dois postes.
Outros dois trechos já estão agendados pela Superintendência e pela
Comissão: a Praia do Francês, onde o sistema de luminárias será
ampliado e modernizado, e as adjacências da Avenida Zumbi dos Palmares
(ex-avenida um). O trabalho só não foi ainda executado por
força da legislação restritiva imposta pelo programa de “apagão”
do governo federal, em vias de ser revogada.
A revogação das regras do apagão irá também permitir uma melhoria
na iluminação pública das ruas de Itaipuaçu, segundo um projeto
gradual da Superintendência Regional e da Comissão Municipal de
Energia, que está em estudos e visa atender prioritariamente as
áreas de maior demanda, seja por questões de segurança, seja pela
total ausência do serviço. É preciso que a população tenha
em vista, porém, que a concessionária de energia, a CERJ, é uma
empresa privatizada e nem sempre visa o bem coletivo, dificultando
um pouco os esforços do poder público no setor.
DAR TEMPO AO TEMPO
Alberto Gentile Filho
Viemos para Itaipuaçu em tempos diferentes, de lugares diferentes
e por motivos diferentes. O que impõe visões diferentes do
presente e perspectivas diferentes para o futuro deste terra.
A única unanimidade é a paixão que ela despertou em todos nós e
que nos leva a criar raízes cada vez mais profundas.
Que não estamos no paraíso terreal, todos nós sabemos. Tínhamos
plena consciência de que Itaipuaçu não é uma cidade pronta, mas
um loteamento de veraneio com vocação para se tornar um local de
moradia. Pesamos prós e contras e chegamos à conclusão de
que as vantagens compensariam as perdas. Ou não estaríamos
aqui.
A história cinqüentenária de Itaipuaçu não se confunde com a de
Maricá. Não temos, como São José de Imbassaí, por exemplo,
raízes comuns, e não somos prolongamento natural da urbanização
da sede municipal, como outros subdistritos. Estamos mais
próximos de Niterói, geograficamente. A maioria dos moradores
de Itaipuaçu ainda trabalha no Rio de Janeiro, para onde se desloca
diariamente. Assim como muitos maricaenses nunca estiveram
em Itaipuaçu, uma parte substancial dos itaipuaçuenses raramente
vai à vila de Maricá, senão por razões fiscais. Com a implantação
da Superintendência Regional, às vezes nem isto. Há, sem dúvida
um distanciamento de parte a parte, que precisa ser superado.
Afinal, fazemos parte do município de Maricá e as poucas tentativas
de emancipação não prosperaram e não têm a unanimidade necessária.
A demanda por serviços municipais era muito pequena até cinco anos
atrás, quando teve início o “boom” populacional de Itaipuaçu.
Obras cosméticas e de ocasião eram suficientes para atender aos
poucos moradores e aos veranistas sazonais e atendidas num sistema
de clientelismo explícito, que favorecia a alguns poucos amigos
e aos amigos destes.
A rede viária funcionava
precariamente, mas era satisfatória, bastando uma eventual patrolagem.
Hoje, a intensificação do tráfego degrada as ruas com muito mais
rapidez. A extensão da rede elétrica era lenta, mas a expansão
imobiliária também. Hoje esta está muito mais célere que aquela,
com o complicador da privatização da CERJ. O problema da água
para consumo está se agravando em razão da multiplicação de poços
e do esgotamento sanitário – feito pelos próprios moradores,
diga-se de passagem – deficiente. E por aí vai.
A atual administração municipal é a primeira a voltar seus olhos
para Itaipuaçu. A criação da Superintendência Regional aproximou
os serviços da prefeitura da comunidade e formalizou um interlocutor
local para seus problemas. Ninguém tem a ilusão de que falta
muito para atendê-los em sua totalidade, mas há que se reconhecer
a boa vontade e a disposição do prefeito Ricardo Queiroz em transformar
Itaipuaçu em um local viável, a despeito das dificuldades.
Querer ter aqui e agora uma infraestrutura idêntica à dos locais
de onde viemos é esquecer que tudo lá foi feito com um tempo adequado,
que ainda não se teve por aqui. Um ano ainda é muito pouco.
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