07/03//2002
Jornal A TOCHA : Esporte, Cultura e Notícia
atocha@nit.mtecnet.com.br
Notícias de Itaipuaçu
CURSO BOTINHO 2002 TEM FORMATURA EM GRANDE ESTILO
 
128 crianças e adolescentes de 10 a 17 anos residentes em Itaipuaçu comemoraram o final da Colônia de Férias Botinho 2002, promovida pelo Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro em parceria com a Superintendência da Defesa Civil da Prefeitura de Maricá.  Com muitas atividades recreativas e educativas, o evento aconteceu todas as manhãs no Quiosque Barbatana, de 7 de janeiro a 2 de fevereiro, sob a supervisão da equipe composta pelo Sargento BM José Francisco Vieira Barbosa, Cabo Valdetaro e os soldados Ricardo, Jaime, Renan e César.

As mães, sob a coordenação de Helenice Ribeiro, organizaram a festa na área do Restaurante Barbatana com frutas, refrigerantes, cachorro quente, salgadinhos e um bolo com o desenho de um boto, símbolo do curso. Elas prestaram homenagem especial à equipe coordenadora e a João Vieira, proprietário do Barbatana, por sua dedicação ao andamento do trabalhos no trecho da praia em frente ao seu comércio.  Depois de um mês correndo, nadando, fazendo ginástica, aprendendo as técnicas de salvamento e primeiros socorros, os participantes também receberam medalhas e diplomas, além de mais confiança para entrar no mar e prestar um salvamento, em caso urgente, de algum afogado.

A festa esteve concorrida com as presenças dos familiares que chegaram às 8h e permaneceram até às 13h. O superintendente de Itaipuaçu, Alberto Gentile, também prestigiou o encerramento. Ele e major-bombeiro Ricardo Nunes trabalharam para trazer a colônia de férias Botinho para Itaipuaçu. Contudo, as mães reivindicam um número maior de matrículas para 2003, em torno de 200, a fim de atender vários jovens que ficaram de fora nesta primeira edição do curso.

O evento também foi realizado na Barra de Maricá, só que com um número menor de participantes.  Em Itaipuaçu, as matrículas estariam limitadas a 60 vagas mas o interesse foi tanto que dobrou.  O Major BM Ricardo dos Santos Nunes, Superintendente Municipal de Defesa Civil e um entusiasta deste programa de sua corporação.  A infraestrutura fornecida por João Vieira, proprietário do Quiosque Barbatana, também foi decisivo para o êxito da iniciativa.  O Major Ricardo promete que, para o ano, o número de vagas será ainda maior e que, na medida do possível, será complementada com atividades para pessoas de outras faixas etárias.
  

SUBPOSTOS DE SAÚDE DE ITAIPUAÇU TÊM ATENDIMENTO GINECOLÓGICO
A partir de fevereiro, os três subpostos de saúde da prefeitura em Itaipuaçu contarão com atendimento ginecológico, com agendamento prévio de consulta: às terças-feiras na AMAJA, pela  manhã e no Santa Rita, à tarde; e no Recanto, nas quartas, à tarde.  Para o exame preventivo será necessário: anotação da data do último período menstrual; estar no mínimo há dois dias sem sangramento menstrual e não manter relações sexuais nas 48 horas anteriores ao exame.  A partir de março haverá a Campanha Nacional de Prevenção do Câncer Ginecológico.
 
PETROBRÁS RODOVIÁRIA & IMOBILIÁRIA S.A.
Quem viaja para Macaé conhece o estado lastimável em que se encontram as rodovias Amaral Peixoto e BR-101.  Assim, causa surpresa saber que a PETROBRÁS esteja gastando seu prestígio para fazer duplicar meros 14 km de estrada até Maricá em lugar de reclamar melhoramentos em importantes vias de acesso a uma cidade em que já está baseda há algumas décadas.  Por outro lado, pesquise: você conhece pessoalmente alguém que já tenha sido procurado pela Petrobrás ou seu prepostos com vistas a uma compra ou locação de imóvel?  Menos, pessoal, menos: até prova em contrário, a duplicação da Amaral Peixoto deve continuar sendo creditada ao  trabalho político do prefeito Ricardo Queiroz junto ao governador Garotinho.
 
PRAIA DE ITAIPUAÇU TEM MELHOR ILUMINAÇÃO
Com apoio dos comerciantes locais, a Prefeitura de Maricá, através da Comissão Municipal de Energia e da Superintendência Regional de Itaipuaçu deu inicio ao projeto por esta de iluminar por etapas a orla do bairro.  São dez luminárias que estão funcionando desde a quinta-feira anterior ao carnaval no trecho próximo à Rua Prof. Cardozo de Menezes (ex-rua um), permitindo um melhor trânsito de moradores e veranistas que vão buscar seu lazer no local.  O vereador Tuninho do Birinight também colaborou com a doação de dois postes.

Outros dois trechos já estão agendados pela Superintendência e pela Comissão: a Praia do Francês, onde o sistema de luminárias será ampliado e modernizado, e as adjacências da Avenida Zumbi dos Palmares (ex-avenida um).  O trabalho só não foi ainda executado por força da legislação restritiva imposta pelo programa de “apagão” do governo federal, em vias de ser revogada.

A revogação das regras do apagão irá também permitir uma melhoria na iluminação pública das ruas de Itaipuaçu, segundo um projeto gradual da Superintendência Regional e da Comissão Municipal de Energia, que está em estudos e visa atender prioritariamente as áreas de maior demanda, seja por questões de segurança, seja pela total ausência do serviço.  É preciso que a população tenha em vista, porém, que a concessionária de energia, a CERJ, é uma empresa privatizada e nem sempre visa o bem coletivo, dificultando um pouco os esforços do poder público no setor.
 
DAR TEMPO AO TEMPO
                                    Alberto Gentile Filho
Viemos para Itaipuaçu em tempos diferentes, de lugares diferentes e por motivos diferentes.  O que impõe visões diferentes do presente e perspectivas diferentes para o futuro deste terra.  A única unanimidade é a paixão que ela despertou em todos nós e que nos leva a criar raízes cada vez mais profundas.

Que não estamos no paraíso terreal, todos nós sabemos.  Tínhamos plena consciência de que Itaipuaçu não é uma cidade pronta, mas um loteamento de veraneio com vocação para se tornar um local de moradia.  Pesamos prós e contras e chegamos à conclusão de que as vantagens compensariam as perdas.  Ou não estaríamos aqui.

A história cinqüentenária de Itaipuaçu não se confunde com a de Maricá.  Não temos, como São José de Imbassaí, por exemplo, raízes comuns, e não somos prolongamento natural da urbanização da sede municipal, como outros subdistritos.  Estamos mais próximos de Niterói, geograficamente.  A maioria dos moradores de Itaipuaçu ainda trabalha no Rio de Janeiro, para onde se desloca diariamente.  Assim como muitos maricaenses nunca estiveram em Itaipuaçu, uma parte substancial dos itaipuaçuenses raramente vai à vila de Maricá, senão por razões fiscais.  Com a implantação da Superintendência Regional, às vezes nem isto.  Há, sem dúvida um distanciamento de parte a parte, que precisa ser superado.  Afinal, fazemos parte do município de Maricá e as poucas tentativas de emancipação não prosperaram e não têm a unanimidade necessária.  

A demanda por serviços municipais era muito pequena até cinco anos atrás, quando teve início o “boom” populacional de Itaipuaçu.  Obras cosméticas e de ocasião eram suficientes para atender aos poucos moradores e aos veranistas sazonais e atendidas num sistema de clientelismo explícito, que favorecia a alguns poucos amigos e aos amigos destes. 
A rede viária funcionava precariamente, mas era satisfatória, bastando uma eventual patrolagem.  Hoje, a intensificação do tráfego degrada as ruas com muito mais rapidez.  A extensão da rede elétrica era lenta, mas a expansão imobiliária também.  Hoje esta está muito mais célere que aquela, com o complicador da privatização da CERJ.  O problema da água para consumo está se agravando em razão da multiplicação de poços e do esgotamento sanitário – feito pelos próprios moradores, diga-se de passagem – deficiente.  E por aí vai.

A atual administração municipal é a primeira a voltar seus olhos para Itaipuaçu.  A criação da Superintendência Regional aproximou os serviços da prefeitura da comunidade e formalizou um interlocutor local para seus problemas.  Ninguém tem a ilusão de que falta muito para atendê-los em sua totalidade, mas há que se reconhecer a boa vontade e a disposição do prefeito Ricardo Queiroz em transformar Itaipuaçu em um local viável, a despeito das dificuldades.  Querer ter aqui e agora uma infraestrutura idêntica à dos locais de onde viemos é esquecer que tudo lá foi feito com um tempo adequado, que ainda não se teve por aqui.  Um ano ainda é muito pouco.