Ontem,
dia 7 de Março, perto de 18:50hs acabou a luz na rua da E.E. Domício
da Gama, no Flamengo. Às 19:10hs, os alunos já se encontravam indóceis
no escuro, o que motivou a direção do colégio, a pedir auxílio telefônico
para ligar para a emergência da Cerj, e telefonar para a polícia para
manter a segurança interna.
Ligaram
para o 102, número de auxílio, e a resposta veio na forma da indicação
para ligar para outro número, que no compasso da voz de máquina, soava
interminável, algo assim: Zerooo......... oitoooo......... zerooo........
zerooo........ seteee........ zeroooo........ quatrooo........ zeroooo........
ummm........ doisss........ zeroooo........
Na secretaria
da escola, anotar um número de urgência desse tamanho, de noite e
numa sala totalmente sem luz, já indicava um mal começo. Após a ligação
interminável, ainda tudo às escuras, foi feita nova ligação do colégio,
agora para o tal número de urgência da Cerj, o zerooo.........
oitoooo. ........ zerooo........ zerooo........ seteee........ zeroooo........
quatrooo........ zeroooo........ ummm........ doisss........ zeroooo........
Enfim
conseguiram falar, e agüente-se numa emergência ouvir ainda "Obrigado
por ligar para a Cerjjjj...... disque doisss para emergênciaaaa....
disque trêsss para taltaltallll...... disque quatrooo para etc e tal
tal talll......ou aguarde o atendimentooo....".
Eis que agora um diálogo surrealista se inicia, onde a voz do outro
lado do fio perguntava "qual era o problema?", e do colégio
informavam que a Escola Estadual Domício da Gama, em Maricá,
lotada de alunos, se encontrava sem luz durante o período noturno
das aulas, e precisavam urgente de auxílio. Mais uma espera, e a telefonista
da Cerj revela, que não achou a escola em seus registros, e que precisava
o nome de um assinante da Cerj morador na mesma rua, para poder localizar
a escola.
Pausa na conversa telefônica, e dentro do breu total da escola, e
enorme algazarra incontrolável dos alunos devido à escuridão, procuram
alguém que more na mesma rua, para se ter o tal nome de referência,
e incrível, conseguiram achar um...
Segue o diálogo, agora com a telefonista da Cerj pedindo por um ponto
de referência na rua, para achar o colégio. Do colégio informam, que
o ponto de referência naquele local, é o próprio colégio que a Cerj
não consegue localizar... Eis que se chega a um acordo, e da telefonista
da Cerj vem a informação que um carro está sendo enviado para o local.
Uma hora e meia depois, a direção do colégio ainda totalmente às escuras,
desiste de esperar pela polícia e pelo carro de conserto, e então
dispensa os alunos, assim terminando mais um dia de aula, com o apoio
da Cerj. |