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A Telebrás fez um trabalho incrível pelo desenvolvimento das telecomunicações
no Brasil e pelo avanço da tecnologia nacional. Ela
era a maior empresa de capital aberto do mundo, no entendimento
corrente era a empresa mais democrática do mundo com seus milhões
de acionistas. Ela não
nasceu, como muitos pensam, nos anos 1970, ela nasceu ao longo do
século XX nos milhares de municípios brasileiros que criaram, por
sua própria conta, os serviços de telefonia. O desenvolvimento
das telecomunicações brasileiras teve páginas heróicas que ainda
não foram registradas pelos
historiadores. Vou contar duas dessas passagens.
A primeira foi em Pelotas, nos anos 1940-1950. Quando os estrangeiros
quiseram tomar conta dos serviços locais de telefonia, os residentes
da cidade reuniram-se para, cotisando, tornar-se os acionistas da
empresa local e impedir a sua desnacionalização. Foram de
porta em porta, pedindo a
contribuição de cada cidadão. Por isto, aquela empresa, tomou
o nome de Cia Melhoramentos e Resistência e guardou sua autonomia
até ser encampada pela Telebras na década de 1970.
A segunda foi a encampação da ITT, filial da maior empresa estadunidense
de comunicações, pelo governo do Rio Grande do Sul, no início da
década de 1960. Houve litígio, Corte de Haya, e Leonel
Brizola ganhou a parada em todos os tribunais. Por isto ele
é tão odiado pelos "gringos": jamais lhe
perdoaram a encampação de uma das jóias do Império.
O governo FHC, nos seus "8 Anos de Plano Real" destruiu a Telebrás
e as conquistas de quase um século do povo brasileiro. Com ela destruiu
uma parte da engenharia nacional. Expropriou nosso patrimônio
coletivo. E quem tinha nas ações da Telebrás, um pequeno patrimônio
individual, também foi expropriado. Sem nenhuma indenização.
Em seu lugar fincou pé o oligopólio, um braço de trustes financeiros
mundiais, cujo único interesse é valorizar o capital dinheiro.
Nos jornais de hoje, eles prometem arrochar os devedores, isto é
aprofundar o processo de espoliação que vem sendo feito nesse segmento
da telefonia.
Multiplicaram os preços, as tarifas locais são altíssimas, e por
isto as pessoas se comunicam cada vez menos, cada vez usam menos
o telefone porque não conseguem pagar as mensalidades.
As empresas usam o telefone mas repassam aos preços dos produtos
que fabricam o seu custo, isto é nos repassam o custo do aumento
de tarifas telefônicas. Pagamos duplamente - no serviço parco
que usamos, no preço dos produtos que compramos.
Além do mais esse oligopólio - Telemar, Brasil Telecom, Embratel,
ATL, Americel, Telesp, BCI, etc, está absolutamente controlado pelos
grandes grupos/trustes internacionais : Bell South Canada,
Worldcom, Telefonica de Espanha, Portugal Telecom, Telecom Italia.
Por isto, as decisões que tomam são do interesse das altas finanças
internacionais, e absolutamente divorciadas dos interesses do povo
brasileiro. É responsável por um dos maiores déficits
da balança comercial. Importam cada vez mais de empresas do
próprio grupo, endividam-se no exterior sem a menor responsabilidade
com
a nação brasileira. Remetem para o exterior, de forma legal
ou disfarçada, lucros, dividendos, royalties, etc, obtidos em mercado
oligopolizado que lhes foi cedido, a preços muito módicos, pelos
vassalos do Império que nos governam desde 1994. Uma aliança maldita
que introduziu aqui o poder de um oligopólio maldito que agora nos
ameaça pelos jornais, ameaça cortar os serviços, ameaça retirar-nos
os aparelhos e as linhas, ameaça com SPC's e coisas semelhantes.
Se em 8 Anos fizeram isto, podemos imaginar o que farão em 12 Anos
!!!!!!
Que triste realidade !
Cordialmente, Ceci.
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