14/06/2002
Grupo Caminhante Independente (GCI)
14 ANOS FAZENDO HISTÓRIA
 
            Entidade ecológica de Niterói com maior número de iniciativas em defesa do meio ambiente, o Grupo Caminhante Independente (GCI) completa quatorze anos de existência no dia 01 de julho.
            Fundado por estudantes secundaristas amantes de esportes radicais na Natureza, o GCI assumiu perfil de ONG ambientalista de combate após participar da formação originar da Frente de Defesa da Serra da Tiririca, que deu forma às primeiras ações públicas pela criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca.
            Idealizado pelo ambientalista Gerhard Sardo, o GCI ganhou representação estadual quando, no início da década de 90, liderou a primeira campanha da sociedade civil pela preservação da Ilha Grande, no município de Angra dos Reis, com programas de atividades de mutirões de limpeza de praias e trilhas, distribuição de panfletos educativos e vigilância voluntária., sendo responsável pela realização das primeiras operações de fiscalização integrada de órgãos públicos ambientais na região.
            Em Niterói, alem da intensa campanha pela proteção da Serra da Tiririca, o GCI mobilizou a opinião pública pelo tombamento da praia do Sossego, na Região Oceânica, estimulando a intervenção dos órgãos públicos pela conservação da última área remanescente de vegetação de restinga original no município. Após a vitória alcançada com o ato oficial de tombamento, o GCI encaminhou às autoridades públicas proposta de criação de um parque marinho na área,  substituído pela contraproposta de reserva ecológica. Recentemente o GCI propôs a quatro vereadores minuta de projeto de lei criando a Área de Relevante Interesse Ecológico da praia do Sossego.
            Pioneiro em trabalhos voluntários, o GCI desenvolveu o projeto Filhos da Natureza, o primeiro trabalho de educação ambiental interativo com crianças carentes de Niterói.
            O complexo de florestas da Serra Grande, que abrange vários bairros em Niterói, num montante aproximado em 12Km2, também foi alvo das ações do GCI, que desencadeou a primeira discussão pública sobre a necessidade de se criar um parque municipal na região hoje definida como Reserva Ecológica Darcy Ribeiro.
            A defesa do animais também foi objeto da ação do GCI, que promoveu várias manifestações de rua contra o extermínio de cães e gatos em praças públicas, chegando a desenvolver minuta de projeto de lei criando um Código Municipal e um Conselho Municipal de Defesa à Vida Animal em Niterói.
            Apesar de constantes ameaças contra seus integrantes, o GCI não recuou em suas contundentes denúncias sobre agentes poluidores do meio ambiente, nem quando atingiu o Centro Evangelístico Inrternacional (CEI), que provocou o desmatamento de área aproximada em 50 mil metros quadrados dentro do Parque Estadual da Serra da Tiririca.
            A interdição da empresa Mineração Inoã, que atuava impunemente em uma área de 55 hectares de Mata Atlântica dentro do Parque Estadual da Serra da Tiririca, tornou-se um marco para o movimento ambientalista no Estado do Rio de Janeiro. O trabalho de articulação desenvolvido pelo GCI, como autor das representações que resultaram na intervenção do Ministério Público e demais órgãos públicos, foi essencial para o desfecho favorável ao meio ambiente.
            O embargo da iniciativa de construção de uma garagem subterrânea no Campo de São Bento, com grande apelo popular, também ficou registrado como um dos melhores momentos da ação de vigília do cumprimento da legislação ambiental desenvolvido pelo GCI.
            O desfecho das intervenções do GCI junto a exploração mineral na Serra da Tiririca  e o projeto de construção de garagem subterrânea no Campo de São Bento têm servido, ainda hoje, de estímulo para o exercício da cidadania ecológica.
            Criativo, o GCI chegou a produzir encartes com histórias em quadrinhos inspirados em ações de seus integrantes, criando personagens místicos com conhecimento sobre o xamanismo.
            O ecoturismo também foi estimulado pelo GCI, que executou a primeira programação de caminhadas ecológicas gratuitas,  com plantio de árvores e limpeza de trilhas,  através da CAMPANHA SOS MONTANHAS DE NITERÓI, que contou, ainda, com exposição de fotos no Campo de São Bento.
            Além das fronteiras de Niterói, o GCI esteve a frente de diversos movimentos pela proteção ambiental, tendo providenciado a suspensão da extração mineral ilegal no Canal da Costa, em Maricá, e a intervenção do Ministério Público a favor da Área de Proteção Ambiental (APA) do Engenho Pequeno, em São Gonçalo.
            Junto ao Ministério Público, o GCI providenciou a instauração de trinta inquéritos civis e criminais, três sindicâncias e quatro peças de informação, sendo responsável por várias iniciativas de ação cível pública contra agentes degradadores do meio ambiente. O desmatamento de 10 mil metros quadrados de floresta atlântica no Forte do Pico, em Jurujuba, chegou a ser levado para apuração junto a Polícia Federal em Niterói.
            Enquanto membro titular no Conselho Municipal do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Niterói (COMAN), o GCI impediu a aprovação de licença para construção de condomínio no Córrego dos Colibris, na Serra da Tiririca, apresentando, ainda, várias propostas de resolução, como a que previa a instituição em Niterói dos Mutirões Ambientais.
            Em Niterói o GCI organizou três operações de fiscalização conjunta entre órgãos públicos ambientais com a participação de ONGs ecológicas.
            Na Comissão de Demarcação do Parque Estadual da Serra da Tiririca, na qual é membro titular, o GCI participou de todas as decisões e conflitos referentes a Unidade de conservação, sendo responsável pela articulação que resultou na escolha dos seus integrantes.
            O GCI encaminhou às autoridades públicas diversos documentos e relatórios sobre a situação dos ecossistemas com propostas alternativas de intervenção, sendo os mais importantes: SOS MONTANHAS DE NITERÓI (ao prefeito de Niterói – 1990); REALIDADE AMBIENTAL EM NITERÓI (ao prefeito de Niterói – 1998); RELATÓRIO SOBRE O PARQUE ESTADUAL DA SERRA DA TIRIRICA (ao secretário estadual do Meio Ambiente – 1999); REDISCUTINDO A POLÍTICA AMBIENTAL DE NITERÓI (ao prefeito de Niterói – 2001).
            A realização de seminários, palestras, exposições de vídeo e fotos e murais sempre foram métodos utilizados pelo GCI como forma de educação e comunicação ambiental.
            Recentemente, o GCI providenciou intervenções contra a implantação do loteamento Jardim Fazendinha no Engenho do Mato, no interior do Parque Estadual da Serra da Tiririca, criando dificuldades para os grileiros da região. Também em Niterói, participou ativamente das discussões públicas para definição da nova legislação de uso e ocupação do solo no município, tendo trabalhado em parceria com a OAB-Rio no encaminhamento de ação cível pública que resultou na suspensão dos efeitos legais dos Planos Urbanísticos Regionais propostos pela Prefeitura.
 
Grupo Caminhante Independente (GCI)
Fundado em 01 de julho de 1989
Rua Mem de Sá, 169/ 1104 - Icaraí
CEP.24220-260 - NIterói - RJ - Brasil
E-mail: gci.nit@terra.com.br
Tel.(21) 2722-6020