Entidade ecológica de Niterói com maior número de iniciativas em
defesa do meio ambiente, o Grupo Caminhante Independente (GCI) completa
quatorze anos de existência no dia 01 de julho.
Fundado por estudantes secundaristas amantes de esportes radicais
na Natureza, o GCI assumiu perfil de ONG ambientalista de combate
após participar da formação originar da Frente de Defesa da Serra
da Tiririca, que deu forma às primeiras ações públicas pela criação
do Parque Estadual da Serra da Tiririca.
Idealizado pelo ambientalista Gerhard Sardo, o GCI ganhou representação
estadual quando, no início da década de 90, liderou a primeira campanha
da sociedade civil pela preservação da Ilha Grande, no município
de Angra dos Reis, com programas de atividades de mutirões de limpeza
de praias e trilhas, distribuição de panfletos educativos e vigilância
voluntária., sendo responsável pela realização das primeiras operações
de fiscalização integrada de órgãos públicos ambientais na região.
Em Niterói, alem da intensa campanha pela proteção da Serra da Tiririca,
o GCI mobilizou a opinião pública pelo tombamento da praia do Sossego,
na Região Oceânica, estimulando a intervenção dos órgãos públicos
pela conservação da última área remanescente de vegetação de restinga
original no município. Após a vitória alcançada com o ato oficial
de tombamento, o GCI encaminhou às autoridades públicas proposta
de criação de um parque marinho na área, substituído pela
contraproposta de reserva ecológica. Recentemente o GCI propôs a
quatro vereadores minuta de projeto de lei criando a Área de Relevante
Interesse Ecológico da praia do Sossego.
Pioneiro em trabalhos voluntários, o GCI desenvolveu o projeto Filhos
da Natureza, o primeiro trabalho de educação ambiental interativo
com crianças carentes de Niterói.
O complexo de florestas da Serra Grande, que abrange vários bairros
em Niterói, num montante aproximado em 12Km2, também foi alvo das
ações do GCI, que desencadeou a primeira discussão pública sobre
a necessidade de se criar um parque municipal na região hoje definida
como Reserva Ecológica Darcy Ribeiro.
A defesa do animais também foi objeto da ação do GCI, que promoveu
várias manifestações de rua contra o extermínio de cães e gatos
em praças públicas, chegando a desenvolver minuta de projeto de
lei criando um Código Municipal e um Conselho Municipal de Defesa
à Vida Animal em Niterói.
Apesar de constantes ameaças contra seus integrantes, o GCI não
recuou em suas contundentes denúncias sobre agentes poluidores do
meio ambiente, nem quando atingiu o Centro Evangelístico Inrternacional
(CEI), que provocou o desmatamento de área aproximada em 50 mil
metros quadrados dentro do Parque Estadual da Serra da Tiririca.
A interdição da empresa Mineração Inoã, que atuava impunemente em
uma área de 55 hectares de Mata Atlântica dentro do Parque Estadual
da Serra da Tiririca, tornou-se um marco para o movimento ambientalista
no Estado do Rio de Janeiro. O trabalho de articulação desenvolvido
pelo GCI, como autor das representações que resultaram na intervenção
do Ministério Público e demais órgãos públicos, foi essencial para
o desfecho favorável ao meio ambiente.
O embargo da iniciativa de construção de uma garagem subterrânea
no Campo de São Bento, com grande apelo popular, também ficou registrado
como um dos melhores momentos da ação de vigília do cumprimento
da legislação ambiental desenvolvido pelo GCI.
O desfecho das intervenções do GCI junto a exploração mineral na
Serra da Tiririca e o projeto de construção de garagem subterrânea
no Campo de São Bento têm servido, ainda hoje, de estímulo para
o exercício da cidadania ecológica.
Criativo, o GCI chegou a produzir encartes com histórias em quadrinhos
inspirados em ações de seus integrantes, criando personagens místicos
com conhecimento sobre o xamanismo.
O ecoturismo também foi estimulado pelo GCI, que executou a primeira
programação de caminhadas ecológicas gratuitas, com plantio
de árvores e limpeza de trilhas, através da CAMPANHA SOS MONTANHAS
DE NITERÓI, que contou, ainda, com exposição de fotos no Campo de
São Bento.
Além das fronteiras de Niterói, o GCI esteve a frente de diversos
movimentos pela proteção ambiental, tendo providenciado a suspensão
da extração mineral ilegal no Canal da Costa, em Maricá, e a intervenção
do Ministério Público a favor da Área de Proteção Ambiental (APA)
do Engenho Pequeno, em São Gonçalo.
Junto ao Ministério Público, o GCI providenciou a instauração de
trinta inquéritos civis e criminais, três sindicâncias e quatro
peças de informação, sendo responsável por várias iniciativas de
ação cível pública contra agentes degradadores do meio ambiente.
O desmatamento de 10 mil metros quadrados de floresta atlântica
no Forte do Pico, em Jurujuba, chegou a ser levado para apuração
junto a Polícia Federal em Niterói.
Enquanto membro titular no Conselho Municipal do Meio Ambiente e
dos Recursos Hídricos de Niterói (COMAN), o GCI impediu a aprovação
de licença para construção de condomínio no Córrego dos Colibris,
na Serra da Tiririca, apresentando, ainda, várias propostas de resolução,
como a que previa a instituição em Niterói dos Mutirões Ambientais.
Em Niterói o GCI organizou três operações de fiscalização conjunta
entre órgãos públicos ambientais com a participação de ONGs ecológicas.
Na Comissão de Demarcação do Parque Estadual da Serra da Tiririca,
na qual é membro titular, o GCI participou de todas as decisões
e conflitos referentes a Unidade de conservação, sendo responsável
pela articulação que resultou na escolha dos seus integrantes.
O GCI encaminhou às autoridades públicas diversos documentos e relatórios
sobre a situação dos ecossistemas com propostas alternativas de
intervenção, sendo os mais importantes: SOS MONTANHAS DE NITERÓI
(ao prefeito de Niterói – 1990); REALIDADE AMBIENTAL EM NITERÓI
(ao prefeito de Niterói – 1998); RELATÓRIO SOBRE O PARQUE
ESTADUAL DA SERRA DA TIRIRICA (ao secretário estadual do Meio Ambiente
– 1999); REDISCUTINDO A POLÍTICA AMBIENTAL DE NITERÓI (ao
prefeito de Niterói – 2001).
A realização de seminários, palestras, exposições de vídeo e fotos
e murais sempre foram métodos utilizados pelo GCI como forma de
educação e comunicação ambiental.
Recentemente, o GCI providenciou intervenções contra a implantação
do loteamento Jardim Fazendinha no Engenho do Mato, no interior
do Parque Estadual da Serra da Tiririca, criando dificuldades para
os grileiros da região. Também em Niterói, participou ativamente
das discussões públicas para definição da nova legislação de uso
e ocupação do solo no município, tendo trabalhado em parceria com
a OAB-Rio no encaminhamento de ação cível pública que resultou na
suspensão dos efeitos legais dos Planos Urbanísticos Regionais propostos
pela Prefeitura.
Grupo Caminhante Independente (GCI)
Fundado em 01 de julho de 1989
Rua Mem de Sá, 169/ 1104 - Icaraí
CEP.24220-260 - NIterói - RJ - Brasil
E-mail: gci.nit@terra.com.br
Tel.(21) 2722-6020
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