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Finalmente, no finalzinho do prazo,
saíram os resultados das provas para a Prefeitura de Maricá: a lista
dos aprovados nas questões de conhecimentos, ou "objetivas".
Agora vem a parte delicada: prova de títulos. Será que o edital
é justo, e realmente se avaliam os títulos que se poderia avaliar?
Segundo o edital, só vale ponto a experiência
profissional anterior do candidato na área à qual concorre. Mas
por que, no caso do serviço público, só valorizar o tempo de serviço
"na área de atuação a que concorre", como diz o edital?
Por que não dar ponto a quem já foi funcionário público em qualquer
área, como ocorre em qualquer outro concurso? Ou o objetivo terá
sido apenas beneficiar quem já está na função, na Prefeitura de
Maricá, e precisa do concurso para se legalizar no cargo? Vejam
bem, a prova objetiva, de conhecimentos, chega a 60 pontos, mas
só com esse quesito pode-se ganhar mais 20 pontos e desbancar até
quem passou em primeiro lugar!
Tem mais: quem teve a idéia de só contar
como título a experiência profissional? Perguntamos: por que só
a experiência profissional? Formação universitária não vale nada?
Mestrado ou Doutorado não contam? Claro que a prova é de Segundo
Grau, e isso já foi garantido pelo grau de dificuldade - mas se
um engenheiro for fiscal de obras, não é bom? E se a pessoa já foi
diretor de algum órgão, algum cargo não remunerado mas intimamente
ligado à área? Por exemplo, se um aprovado para guarda vidas é campeão
de natação, isso não vale ponto?
Gostaríamos de conhecer melhor os motivos,
pelo menos para não ficar a impressão de que a prova de títulos
visa apenas garantir os que já estão fiscais etc. Se você é candidato,
foi aprovado e agora vê que seus títulos não têm o merecido valor,
fale, escreva enquanto é tempo!
Com a palavra a Prefeitura de Maricá.
E o IBDU, que fez, aplicou e corrigiu a prova.
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