16/10/2001
PROVA DE TÍTULOS
Finalmente, no finalzinho do prazo, saíram os resultados das provas para a Prefeitura de Maricá: a lista dos aprovados nas questões de conhecimentos, ou "objetivas". Agora vem a parte delicada: prova de títulos. Será que o edital é justo, e realmente se avaliam os títulos que se poderia avaliar?
 
Segundo o edital, só vale ponto a experiência profissional anterior do candidato na área à qual concorre. Mas por que, no caso do serviço público, só valorizar o tempo de serviço "na área de atuação a que concorre", como diz o edital? Por que não dar ponto a quem já foi funcionário público em qualquer área, como ocorre em qualquer outro concurso? Ou o objetivo terá sido apenas beneficiar quem já está na função, na Prefeitura de Maricá, e precisa do concurso para se legalizar no cargo? Vejam bem, a prova objetiva, de conhecimentos, chega a 60 pontos, mas só com esse quesito pode-se ganhar mais 20 pontos e desbancar até quem passou em primeiro lugar!
 
Tem mais: quem teve a idéia de só contar como título a experiência profissional? Perguntamos: por que só a experiência profissional? Formação universitária não vale nada? Mestrado ou Doutorado não contam? Claro que a prova é de Segundo Grau, e isso já foi garantido pelo grau de dificuldade - mas se um engenheiro for fiscal de obras, não é bom? E se a pessoa já foi diretor de algum órgão, algum cargo não remunerado mas intimamente ligado à área? Por exemplo, se um aprovado para guarda vidas é campeão de natação, isso não vale ponto?
 
Gostaríamos de conhecer melhor os motivos, pelo menos para não ficar a impressão de que a prova de títulos visa apenas garantir os que já estão fiscais etc. Se você é candidato, foi aprovado e agora vê que seus títulos não têm o merecido valor, fale, escreva enquanto é tempo!
 
Com a palavra a Prefeitura de Maricá. E o IBDU, que fez, aplicou e corrigiu a prova.
(Recebido por mail)