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José
de Souza Soares*
Não
estamos querendo que Maricá chegue tão depressa ao primeiro mundo,
mas também não queremos que fique vivendo só das recordações passadas
e nem por fora do que está rolando hoje no mundo moderno. Apenas
desejamos que nossa cidade tenha acima de tudo uma excelente qualidade
de vida, o que realmente os seus moradores merecem.
Porém,
o que se tem visto nos últimos meses nesta cidade, é algo assim
que muito preocupa, visto o número enorme de camelôs espalhados
pelas calçadas do centro da cidade, impedindo a locomoção dos pedestres
em suas já arcaicas vias de acesso, tirando o direito sagrado dos
mesmos de ir e vir. O que se sabe é que as calçadas foram feitas
para os pedestres e as ruas para os carros. Por que então as calçadas
estão sendo entregues aos chamados ambulantes? E os idosos e deficientes,
por onde vão transitar?
Se
o poder público não tiver condições de responder a estas indagações,
é sinal que tudo está perdido nesta cidade. Mas certamente ele terá
uma resposta para tudo isso. E por que não é criado um local para
estabelecer esse tipo de comércio, um mercado popular, por exemplo,
onde todos possam vender seus produtos e os compradores tenham acesso
fácil ao local e maior conforto na hora de realizarem suas compras.
Mas com instalações sanitárias e tudo mais que diz respeito a higiene
e ao meio ambiente.
A
cidade de Maricá está virando um verdadeiro Mafuá, dado o número
de barracas e tabuleiros que se vê pelas calçadas afora, com aquelas
trapizongas espalhadas por todos os lados. Uma cidade como esta
não pode ficar assim com este aspecto feio de terra abandonada ao
Deus dará, causando uma certa repugnância aos olhos dos mais responsáveis
e interessados em tê-la bem agradável, limpa e com cara de uma administração
eficiente e competente, o que não está se vendo no momento, infelizmente.
Estamos
certos que nenhum maricaense deseja que sua cidade vire um grande
Merca-tudo, com equelas quinquilharias por todos os cantos, obstruindo
totalmente as calçadas, mostrando um visual horrível para quem a
visita. Esta cidade tem uma forte vocação para o turismo, e é assim
que todos desejam que ela seja num futuro bem próximo e não uma
cidade feia, com cara de feira de Bagdá. E se a justificativa para
este quadro triste, é o desemprego, que as autoridades públicas
tomem logo providências no sentido de serem atraídas para cá novas
Empresas, principalmente do ramo do turismo - segmento não poluente
– para que ofereçam aos nossos moradores maiores oportunidades de
trabalho sem ser preciso fazer opção pela camelotagem.
*jornalista
e escritor
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