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Caros amigos e amigas,
Vejam...existem
administrações municipais revertendo a situação de desrespeito ao
cumprimento à legislação ambiental e procurando recuperar a degradação
do meio ambiente. Será que teremos a mesma sorte em Niterói... quero
dizer... será que as casas milionárias construídas na APA do Morro
das Andorinhas, vertente Itacoatiara, terão o mesmo destino daquelas
situadas em APAs do litoral norte de São Paulo (ver matéria abaixo).
É o mínimo que a população espera que aconteça. Até mesmo os mais
leigos no assunto urbano-ambiental, ficam escandalizados e boquiabertos
quando olham para aquelas construções estapafúrdias, tamanha é a
agressão a que se deparam. Mas o que está ocorrendo, nos parece,
é falta de vontade no julgamento da questão, já que a mesma
se encontra nas mãos dos poder judiciário para definir se devem
ou não serem colocadas abaixo. Vale informar que a Procuradoria
da República do Rio de Janeiro entrou, em setembro do corrente,
com uma ação civil pública pedindo liminar para demolir as 11 casas
construídas no Condomínio Vilage Itacoatiara. Pode ser extraído
da ação que as construções foram realizadas ao arrepio da lei, não
contando diversas licenças e autorizações. Além disso, o Ibama efetuou
vistoria na área e concluiu que a maior parte do Morro era
revestido de vegetação nativa. Continuamos a acreditar que a "justiça
tarda mas não falha".
RAUL PORTUGAL NETO
Comissão de Valores Mobiliários
- CVM
Superintendência de Desenvolvimento de Mercado
Gerência de Desenvolvimento e Regulação
www.cvm.gov.br
tel: ++ 55 21 3233.8525 fax: ++ 55 21 3233.8477
Construção
irregular é demolida no litoral
A prefeitura de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo,
demoliu, na terça-feira, uma pousada em construção na Praia de Camburi.
Nos últimos meses, a prefeitura derrubou mais 41 imóveis como parte
do projeto de ação demolitória de imóveis construídos em áreas de
preservação ambiental ou de risco. Cerca de 70% da área de São Sebastião
tem de ser preservada. Atualmente 1500 imóveis estão sendo fiscalizados
na cidade por estarem em situação irregular. (Jornal
da Tarde, Cidade, 05/12/01, pág. 13, [1X32]), (O Estado de S.Paulo,
Cidades, 05/12/01, pág. C2, [2X20,5]).
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