16/08/2001
CULTURA COM BARREIRAS ARQUITETÔNICAS

        
                  
 
                                                               José de Souza Soares*
 
                                                                         
                                        Na verdade quando é projetado um espaço seja ele qual for, quase sempre não é lembrada a existência de uma população considerável, que tem direito a participar da sociedade sem que seja necessário pedir ou implorar. São seres humanos que pagam seus impostos, tem uma vida ativa e na maioria das vezes com uma contribuição efetiva e importante no dia-a-dia do nosso país, sem dever a outras criaturas que vivem neste mesmo espaço e que felizmente não precisam de nada de especial para poder desempenhar suas atividades e viver a vida em toda sua plenitude.
                                            Esta população, é a dos deficientes físicos que hoje já chega a 10% do total das pessoas que vivem em nosso país, mas que normalmente não é lembrada quando da feitura de um prédio ou da realização de um evento qualquer, pois nunca são vistas as barreiras arquitetônicas a serem eliminadas para que esses seres humanos, que tem limitações possam participar normalmente de tudo que acontece, visto que este é o direito de ir e vir de qualquer cidadão que contribui para a sociedade com seu talento, sua cultura e sua boa vontade.
                                        Recentemente, foi inaugurada a Casa de Cultura de Maricá, sem dúvida um grande avanço para este setor da cidade. Mas infelizmente, não foi pensado na colocação de dispositivos para que os deficientes físicos tenham acesso fácil à suas diversas dependências. Começa por não ter rampas logo na entrada do prédio, o que torna quase impossível  o acesso deles a à aquele espaço cultural. E depois é impraticável, também, chegar ao segundo andar do prédio, principalmente para os que utilizam cadeiras de roda ou mesmo para os que se apóiam em bengalas ou muletas.
                                       Porém, o que se espera é que providências urgentes sejam tomadas no sentido de eliminar tais barreiras arquitetônicas, fazendo assim cumprir a legislação em vigor que se refere aos direitos do deficiente físico.
                                      É bom lembrar, que o deficiente físico quer participar, se sentir útil na sociedade e ter garantido seus direitos de cidadão. Certa feita, o Jornalista Boris Casoy, disse: o deficiente não quer piedade, quer apenas oportunidade. E esta oportunidade deve ser dada sempre para que essas pessoas não se sintam como um peso para a sociedade. Ainda é tempo de se corrigir tais obstáculos existentes na Casa de Cultura de Maricá... E dê então oportunidade aos deficientes físicos de participarem de todos os eventos ali programados, oferecendo a eles um melhor acesso.
 
 
                                                                     *Jornalista e Escritor