A recessão vai aumentar no mundo! Os países "emergentes" serão
os mais prejudicados com a guerra!
Estas e mais algumas frases de efeitos estão sendo divulgadas
pela mídia e pelo governo brasileiro. Não que não tenham um
fundo de verdade, mas sim por já serem utilizadas aqui como
instrumento de pressão sobre o Congresso.
Por conta da "guerra", o governo volta a desenterrar projetos
como o desconto dos aposentados, alterações na CPMF, contribuição
sobre os combustíveis e a Lei das SA (que na prática, dá poder
de mando aos sócios estrangeiros mesmo que minoritários na sociedade),
em nome da manutenção da estabilidade.
Vale lembrar que os "dinossauros", os "cassandras" e os atuais
talibãs das esquerdas, denunciam desde os idos anos 94 (criação
do Real), a política econômica brasileira. Desde então, todos
sabiam que o país iria para o buraco, tamanho a sua crescente
dependência ao capital especulativo. Inclusive FHC e os seus.
Pouco antes do início da "guerra", o governo admitia a vulnerabilidade
do Brasil em relação ao capital estrangeiro especulativo –
proximidade com as eleições? Hoje, utiliza esta mesma "guerra"
para tentar passar no Congresso o que até então parecia difícil.
Até o Paquistão e outros "ãos" estão tirando vantagem do conflito.
Mas aqui, FHC continua sendo a "boa alma".