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O Diário Oficial da União publicará amanhã medida do Ministério
da Saúde que suspende a venda de produtos a base de timerosal ou
tiomersal _como o mertiolate e o mercurocromo_ em todo o país. Segundo
o ministro José Serra, a suspensão foi determinada porque os produtos
se tornaram inócuos (não funcionam mais).
Médicos ouvidos pela Folha Online afirmam que a "tintura de timerosal"
(o mertiolate) não é mais recomendada ou utilizada em centros cirúrgicos
há pelo menos dez anos.
Segundo os médicos ouvidos, as bactérias criaram resistência à fórmula,
tornando os produtos ineficazes.
Para ferimentos leves, os médicos afirmam que o ideal é utilizar
água e sabão. Em ferimentos mais profundos, são recomendados medicamentos
à base de iodo.
A reportagem vem tentando entrar em contato com algumas empresas
fabricantes dos produtos. Até o momento nenhum diretor dessas empresas
foi localizado.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou uma nota à imprensa
sobre a decisão. Confira a integra:
"A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), tendo em vista
a tendência mundial da diminuição da exposição de seres humanos
a produtos à base de derivados de mercúrio determina:
1. A proibição da utilização de derivados de mercúrio em medicamentos
fabricados no Brasil, exceto vacinas, a partir de amanhã (18.04);
2. A proibição da comercialização desse tipo de produto a partir
de amanhã (18.04);
3. Os fabricantes de produtos à base de derivados de mercúrio têm
dois meses para retirá-los do mercado.
A Anvisa esclarece que o tiomersal (derivado de mercúrio) não será
usado como remédio, mas apenas como conservante de vacinas, por
recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Não existe ainda
substituto a altura do tiomersal para ser aplicado com este fim.
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