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Toda ação leva a uma reação. No caso do
abraço à APA de Maricá, que rolou no sábado, as reações foram as
mais cara-de-pau possíveis... Mano, que teve seu "sítio", situado
em plena APA, flagrado em estado de total devastação da vegetação
de restinga, além de ter tido uma armadilha pra tatus confiscada
pela polícia florestal, e autuado pela mesma, apareceu hoje na Escola
Municipal Vereador Levy, em São José do Imbassaí, para pedir o apoio
da comunidade aos donos (seus parentes) do areal da Skol, flagrada
em funcionamento, com trabalhadores sem vínculos empregatícios,
sem proteção de máscaras, com um botijão de gás funcionando em cima
de um fogareiro ligado, entre outras irregularidades e ilegalidades,
e que foi devidamente lacrada e dada a ordem de prisão a funcionários
e ao dono.
O argumento do dito cidadão foi o de que tal areal é muito importante
pra comunidade (!) e pedia pra que as pessoas comparecessem numa
passeata a ser organizada, tendo antes comprado cartolina pra manufaturarem
os cartazes de protesto.
Uma manufaturadora de areia em bairro residencial é um atentado
à saúde da vizinhança (silicose), e dizer que isto é importante
pra comunidade chega às raias do cinismo.
Além disso, ameaçou de processar o deputado Carlos Minc, o presidente
do Crea José Chacon de Assis e os integrantes das várias ongs que
presenciaram as diligências feitas pelo deputado, Polícia Florestal
e Instituto Estadual de Florestas (IEF), que estavam ali apenas
para fazer cumprir as leis ambientais e outras mais. Devastação
e instrumentos de caça em região de APA (Área de Proteção Ambiental),
seja ela particular ou não, é completamente ilegal, além de imoral.
Usina de manufatura de areia, sem o aval da FEEMA nem qualquer documento
legal, idem. A bandidagem anda tão à solta e senhora de si que se
acha no direito de processar os xerifes que estão do lado da lei
e que agem de acordo com todas as normas...
Brasil, mostra a sua cara!!!
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