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ALERTA
Alternativas para combater o Aedes
Um repelente baseado em tecnologia e matéria-prima brasileiras pode
ser considerado hoje a melhor e mais segura opção no combate ao
mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela.
Trata-se da vela de andiroba.
Desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a vela é produzida
a partir da semente da fruta da andiroba, uma árvore amazônica.
A vela, ao ser queimada, exala um agente ativo que inibe a fome
de mosquitos, entre eles o Aedes aegypti e o Anopheles darlingi,
transmissor da malária. Os testes revelaram uma eficiência de quase
100% na repelência do mosquito.
A vela é totalmente atóxica, não produz fumaça e não contém perfume.
Já a prefeitura de Paracambi, na Baixada Fluminense, está apostando
num peixinho que é um predador natural do Aedes aegypti e em um
óleo importado dos Estados Unidos para reduzir casos de dengue.
Cardumes dessa espécie, conhecida popularmente como barrigudinho,
foram colocados em um lago no centro da cidade. Em pouco mais de
um mês, o índice de contaminação na água é zero.
Nas casas, os moradores estão participando de um projeto pioneiro
no Brasil. Eles testam um óleo, inofensivo ao meio ambiente, mas
capaz de evitar a proliferação de mosquitos em reservatórios de
água. Um tipo mais agressivo de libélula, inseto também conhecido
como lavadeira, identificado há um mês, é outra esperança natural
para combater o Aedes.
A pesquisa está sendo desenvolvida por pesquisadores do museu Nacional
da Universidade Federal do Rio.
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